terça-feira, 12 de abril de 2011

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LIÇÃO 1 - QUEM É O ESPÍRITO SANTO



Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos


MOVIMENTO PENTECOSTAL - As doutrinas de nossa fé

Comentários da revista da CPAD: Pr. Elienai Cabral

Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva



TEXTO ÁUREO


"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16).



VERDADE PRÁTICA


O ESPÍRITO SANTO é a Terceira Pessoa da Trindade Santíssima e, à semelhança do Pai e do Filho, é DEUS.



LEITURA DIÁRIA


Segunda - Gn 1.2,26 - O ESPÍRITO SANTO na criação

Terça - Gn 41.38,39 - O ESPÍRITO SANTO na era patriarcal

Quarta - Jz 3.10; 6.34 - O ESPÍRITO SANTO no tempo dos juízes

Quinta - Jo 14.16,17 - O ESPÍRITO SANTO como a promessa do Pai à Igreja

Sexta - JI 2.28,29 - O ESPÍRITO SANTO e a promessa no AT de sua efusão

Sábado - At 2.1-4 - O ESPÍRITO SANTO no Pentecostes



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 14.16, 17, 26; 6.13- 15

João 14

16 - E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,

17 - o ESPÍRITO da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. 26 - Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

14.16 O CONSOLADOR. JESUS chama o ESPÍRITO SANTO de "Consolador". Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente "alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar". É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo. O termo grego para "outro" é, aqui, allon, significando "outro da mesma espécie", e não heteros, que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o ESPÍRITO SANTO dá prosseguimento ao que CRISTO fez quando na terra.

(1) JESUS promete enviar outro Consolador. O ESPÍRITO SANTO, pois, faria pelos discípulos, tudo quanto CRISTO tinha feito por eles, enquanto estava com eles. O ESPÍRITO estaria ao lado deles para os ajudar (cf. Mt 14. 30,31), prover a direção certa para suas vidas (v. 26), consolar nos momentos difíceis (v. 18), interceder por eles em oração (Rm 8.26,27; cf. 8.34) e permanecer com eles para sempre.

(2) A palavra parakletos é aplicada ao Senhor JESUS em 1 Jo 2.1. JESUS, portanto, é nosso Ajudador e Intercessor no céu (cf. Hb 7.25) enquanto que o ESPÍRITO SANTO é nosso Ajudador e Intercessor, habitando em nós, aqui na terra (Rm 8.9,26; 1 Co 3.16; 6.19; 2 Co 6.16; 2 Tm 1.14).

14.17 HABITA CONVOSCO E ESTARÁ EM VÓS. CRISTO declara que o ESPÍRITO SANTO habitava agora com os discípulos, e lhes promete que futuramente Ele estaria "em vós". A promessa do ESPÍRITO SANTO para habitar nos fiéis cumpriu-se depois da ressurreição de CRISTO, quando Ele assoprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o ESPÍRITO SANTO" (ver Jo 20.22). A seguir, CRISTO lhes ordenou a aguardarem uma outra experiência no ESPÍRITO SANTO, que lhes daria grande poder para testemunhar. "Mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias... recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós" (At 1.5,8; 2.4).

João 16

13 - Mas, quando vier aquele ESPÍRITO da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.

14 - Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

15 - Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

16.13 ELE VOS GUIARÁ EM TODA A VERDADE. A obra do ESPÍRITO SANTO quanto a convencer do pecado não concerne somente ao incrédulo (vv. 7,8), mas também ao crente e à igreja, ensinando, corrigindo e guiando na verdade (Mt 18.15; 1 Tm 5.20; Ap 3.19).

(1) O ESPÍRITO SANTO falará ao crente concernente ao pecado, a justiça de CRISTO e ao julgamento da maldade com vistas a:

(a) conformar o crente a CRISTO e aos seus padrões de justiça (cf. 2 Co 3.18);

(b) guiá-lo em toda verdade (v. 13); e

(c) glorificar a CRISTO (v. 14).

Deste modo, o ESPÍRITO SANTO opera no crente para reproduzir no seu viver a vida santa de CRISTO.

(2) Se o crente cheio do ESPÍRITO SANTO rejeita a sua direção e sua operação de convencer do pecado, e se o crente não mortifica as obras da carne mediante o ESPÍRITO SANTO, morrerá espiritualmente (Rm 8.13a). Somente os que recebem a verdade e são "guiados pelo ESPÍRITO de DEUS" são filhos de DEUS (Rm 8.14), e assim podem continuar na plenitude do ESPÍRITO SANTO (ver Ef 5.18). O pecado arruína a vida espiritual e igualmente a plenitude do ESPÍRITO SANTO no crente (Rm 6.23; 8.13; Gl 5.17; cf. Ef 5.18; 1 Ts 5.19).

16.14 HÁ DE RECEBER DO QUE É MEU. O ESPÍRITO toma o que é de CRISTO e o revela ao crente. Isto quer dizer que Ele lança mão da presença, amor, perdão, redenção, santificação, vida, poder, dons espirituais, cura e de tudo o mais que nos pertence pelo nosso relacionamento com CRISTO mediante a fé e torna reais estas bênçãos em nossa vida. Por meio do ESPÍRITO, JESUS volta a nós para nos revelar seu amor, graça e comunhão pessoal (cf. 14.16-23). O ESPÍRITO opera em nós para despertar e aprofundar nossa consciência da presença de JESUS em nossa vida e atrai nosso coração a Ele em fé, amor, obediência, comunhão, adoração e louvor.





PALAVRAS-CHAVE - ESPÍRITO SANTO: [Do heb. Ruah Kadosh; do gr. Hagios Peneumathos] Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É um ser dotado de personalidade e vontade própria.



INTERAÇÃO

Caro professor, inicie a primeira aula deste trimestre explicando aos alunos que vamos estudar a respeito dos fundamentos da fé pentecostal. Diga que o Movimento Pentecostal teve sua origem no Dia de Pentecostes, quando o ESPÍRITO SANTO foi derramado sobre a Igreja (At 2.2). Desde então a chama do ESPÍRITO SANTO tem se mantido acesa nos corações de muitos crentes ao longo dos anos. Ela chegou ao Brasil com os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Não podemos deixar que esta chama se apague!

Fale também a respeito do comentarista, Pr. Elienai Cabral - conferencista e autor de várias obras publicadas pela CPAD, membro do Conselho Administrativo da CPAD, membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e

também da Casa de Letras Emílio Conde. Que DEUS abençoe ricamente a sua vida e a de seus alunos.



OBJETIVOS DA LIÇÃO - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conhecer os principais pontos da doutrina bíblica do ESPÍRITO SANTO.

Explicar o que é a aseidade do SANTO ESPÍRITO.

Saber que o ESPÍRITO SANTO tem personalidade.



ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza o esquema da página seguinte para introduzir o tópico I. Faça a exposição panorâmica da doutrina do ESPÍRITO SANTO, informando suas principais atribuições no tempo atual. Explique que o ESPÍRITO SANTO é um Ser pessoal que busca relacionar-se com o homem. No desenvolvimento deste relacionamento, o ESPÍRITO SANTO protagoniza o papel de condutor da Igreja. Sob Sua direção, a Igreja caminha na "estrada" da Graça de DEUS buscando ser a principal testemunha de JESUS CRISTO de Nazaré. Boa Aula!



JESUS E O ESPÍRITO SANTO


Lc 11.13: “Pois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o ESPÍRITO SANTO àqueles que lho pedirem?”



JESUS tinha um relacionamento especial com o ESPÍRITO SANTO, relacionamento este importante para nossa vida pessoal. Vejamos as lições práticas desse relacionamento.



AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO. Várias das profecias do AT sobre o futuro Messias afirmam claramente que Ele seria cheio do poder do ESPÍRITO SANTO (ver Is 11.2; 61.1-3).

Quando JESUS leu Is 61.1,2 na sinagoga de Nazaré, acrescentou: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (4.18-21; ver Jo 3.34b).



O NASCIMENTO DE JESUS. Tanto Mateus quanto Lucas declaram de modo específico e inequívoco que JESUS veio a este mundo como resultado de um ato milagroso de DEUS. Foi concebido mediante o ESPÍRITO SANTO e nasceu de uma virgem, Maria (Mt 1.18,23; Lc 1.27). Devido à sua concepção milagrosa, JESUS era um “santo” (1.35), i.e., livre de toda mácula do pecado. Por isto, Ele era digno de carregar sobre si a culpa dos nossos pecados e expiá-los (ver Mt 1.23). Sem um Salvador perfeito e sem pecado, não poderíamos jamais obter a redenção.



O BATISMO DE JESUS. Quando JESUS foi batizado por João Batista, Ele, que posteriormente batizaria seus discípulos no ESPÍRITO, no Pentecoste e durante toda a era da igreja (ver Lc 3.16; At 1.4,5; 2.33,38,39), Ele mesmo pessoalmente foi ungido pelo ESPÍRITO (Mt 3.16,17; Lc 3.21,22). O ESPÍRITO veio sobre Ele em forma de uma pomba, dotando-o de grande poder para levar a efeito o seu ministério, inclusive a obra da redenção. Quando nosso Senhor foi para o deserto depois do seu batismo, estava “cheio do ESPÍRITO SANTO” (4.1). Todos os que experimentarem o sobrenatural renascimento espiritual pelo ESPÍRITO SANTO, devem, como JESUS, experimentar o batismo no ESPÍRITO SANTO, para lhes dar poder na sua vida e no seu trabalho (ver At 1.8).



A TENTAÇÃO DE JESUS POR SATANÁS. Imediatamente após o batismo, JESUS foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto, onde foi tentado pelo diabo durante quarenta dias (4.1,2). Foi pelo fato de estar cheio do ESPÍRITO SANTO (4.1) que JESUS conseguiu resistir firmemente a Satanás e vencer as tentações que lhe foram apresentadas. Da mesma maneira, a intenção de DEUS é que nunca enfrentemos as forças espirituais do mal e do pecado sem o poder do ESPÍRITO. Precisamos estar equipados com a sua plenitude e obedecer-lhe a fim de sermos vitoriosos contra Satanás. Um filho de DEUS propriamente dito deve estar cheio do ESPÍRITO e viver pelo seu poder.



O MINISTÉRIO DE JESUS. Quando JESUS fez referência ao cumprimento da profecia de Isaías acerca do poder do ESPÍRITO SANTO sobre Ele, usou também a mesma passagem para sintetizar o conteúdo do seu ministério, a saber: pregação, cura e libertação (Is 61.1,2; Lc 4.16-19). (1) O ESPÍRITO SANTO ungiu JESUS e o capacitou para a sua missão. JESUS era DEUS (Jo 1.1), mas Ele também era homem (1Tm 2.5). Como ser humano, Ele dependia da ajuda e do poder do ESPÍRITO SANTO para cumprir as suas responsabilidades diante de DEUS (cf. Mt 12.28; LC 4.1,14; Rm 8.11; Hb 9.14). (2) Somente como homem ungido pelo ESPÍRITO, JESUS podia viver, servir e proclamar o evangelho (At 10.38). Nisto, Ele é um exemplo perfeito para o cristão; cada crente deve receber a plenitude do ESPÍRITO SANTO (ver At 1.8; 2.4).



A PROMESSA DE JESUS QUANTO AO ESPÍRITO SANTO. João Batista profetizara que JESUS batizaria seus seguidores no ESPÍRITO SANTO (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16, ver Jo 1.33), profecia esta que o próprio JESUS reiterou (At 1.5; 11.16). Em 11.13, JESUS prometeu que daria o ESPÍRITO SANTO a todos quantos lhe pedissem. Todos estes versículos acima referem-se à plenitude do ESPÍRITO, que CRISTO promete conceder àqueles que já são filhos do Pai celestial — promessa esta que foi inicialmente cumprida no Pentecoste (ver At 2.4) e permanece para todos que são seus discípulos e que pedem o batismo no ESPÍRITO SANTO (ver At 1.5; 2.39).



A RESSURREIÇÃO DE JESUS. Mediante o poder do ESPÍRITO SANTO, JESUS ressuscitou dentre os mortos e, assim, foi vindicado como o verdadeiro Messias e Filho de DEUS. Em Rm 1.3,4 lemos que, segundo o ESPÍRITO de santificação (i.e., o ESPÍRITO SANTO), CRISTO JESUS foi declarado Filho de DEUS, com poder, e em Rm 8.11 que “o ESPÍRITO... ressuscitou dos mortos a JESUS”. Assim como JESUS dependia do ESPÍRITO SANTO para sua ressurreição dentre os mortos, assim também os crentes dependem do ESPÍRITO para a vida espiritual agora, e para a ressurreição corporal no porvir (Rm 8.10,11).



A ASCENSÃO DE JESUS AO CÉU. Depois da sua ressurreição, JESUS subiu ao céu e assentou-se à destra do Pai como seu co-regente (24.51; Mc 16.19; Ef 1.20-22; 4.8-10; 1Pe 3.21,22). Nessa posição exaltada, Ele, da parte do Pai, derramou o ESPÍRITO SANTO sobre o seu povo no Pentecoste (At 2.33; cf. Jo 16.7-14), proclamando, assim, o seu senhorio como rei, sacerdote e profeta. Esse derramamento do ESPÍRITO SANTO no Pentecoste e no decurso desta era presente dá testemunho da contínua presença e autoridade do Salvador exaltado.



A COMUNHÃO ÍNTIMA ENTRE JESUS E SEU POVO. Como uma das suas missões atuais, o ESPÍRITO SANTO toma aquilo que é de CRISTO e o revela aos crentes (Jo 16.14,15). Isto quer dizer que os benefícios redentores da salvação em CRISTO nos são mediados pelo ESPÍRITO SANTO (cf. Rm 8.14-16; Gl 4.6). O mais importante é que JESUS está bem perto de nós (Jo 14.18). O ESPÍRITO nos torna conscientes da presença pessoal de JESUS, do seu amor, da sua bênção, ajuda, perdão, cura e tudo quanto é nosso mediante a fé. Semelhantemente, o ESPÍRITO atrai nosso coração para buscar ao Senhor com amor, oração, devoção e adoração (ver Jo 4.23,24; 16.14).



A VOLTA DE JESUS PARA BUSCAR SEU POVO. JESUS prometeu voltar e levar para si o seu povo fiel, para estar com Ele para sempre (veja Jo 14.3; 1Ts 4.13-18). Esta é a bendita esperança de todos os crentes (Tt 2.13), o evento pelo qual oramos e ansiamos (2Tm 4.8). As Escrituras revelam que o ESPÍRITO SANTO impulsiona nosso coração a clamar a DEUS pela volta do nosso Senhor. É o ESPÍRITO quem testifica que nossa redenção permanece incompleta até a volta de CRISTO (cf. Rm 8.23). No final da Bíblia, temos estas últimas palavras que o ESPÍRITO SANTO inspirou “Ora, vem, Senhor JESUS” (Ap 22.20).



A REGENERAÇÃO

Jo 3.3: “JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS.”



Em 3.1-8, JESUS trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração (Tt 3.5), ou o nascimento espiritual. Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de DEUS, i.e., receber a vida eterna e a salvação mediante JESUS CRISTO. Apresentamos a seguir, importantes fatos a respeito do novo nascimento.

(1) A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24), efetuadas por DEUS e o ESPÍRITO SANTO (3.6; Tt 3.5). Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio DEUS é outorgada ao crente (3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11), e este se torna um filho de DEUS (1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10). Já não se conforma com este mundo (Rm 12.2), mas é criado segundo DEUS “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).

(2) A regeneração é necessária porque, à parte de CRISTO, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a DEUS e de agradar-lhe (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14).

(3) A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para DEUS (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em JESUS CRISTO como seu Senhor e Salvador (ver 1.12).

(4) A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a JESUS CRISTO (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (ver 8.36; Rm 6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a DEUS e de seguir a direção do ESPÍRITO (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9; 5.18) e não ama o mundo ( 1Jo 2.15,16).

(5) Quem é nascido de DEUS não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida (ver 1Jo 3.9). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a DEUS e de evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7,8, 20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com CRISTO (ver 15.4) e a dependência do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2-14).

(6) Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).

(7) Assim como uma pessoa nasce do ESPÍRITO ao receber a vida de DEUS, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniqüidade. As Escrituras afirmam: “se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rm 8.13). Ver também Gl 5.19-21, atentando para a expressão “como já antes vos disse” (v. 21).

(8) O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre DEUS e o salvo é questão do espírito e não da carne (3.6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai para filho, que DEUS quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na terra (ver Rm 8.13). Nosso relacionamento com DEUS é condicionado pela nossa fé em CRISTO durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12).



A REGENERAÇÃO DOS DISCÍPULOS

Jo 20.22 “E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO.”



A outorga do ESPÍRITO SANTO por JESUS aos seus discípulos no dia da ressurreição não foi o batismo no ESPÍRITO SANTO como ocorreu no dia de Pentecoste (At 1.5; 2.4). Era, realmente, a primeira vez que a presença regeneradora do ESPÍRITO SANTO e a nova vida do CRISTO ressurreto saturavam e permeavam os discípulos.

(1) Durante a última reunião de JESUS com seus discípulos, antes da sua paixão e crucificação, Ele lhes prometeu que receberiam o ESPÍRITO SANTO, como aquele que os regeneraria: “habita convosco, e estará em vós” (14.17). JESUS agora cumpre aquela promessa.

(2) Da frase, “assoprou sobre eles”, em 20.22, infere-se que se trata da sua regeneração. A palavra grega traduzida por “soprou” (emphusao) é o mesmo verbo usado na Septuaginta (a tradução grega do AT) em Gn 2.7, onde DEUS “soprou em seus narizes [de Adão] o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. É o mesmo verbo que se acha em Ez 37.9: “Assopra sobre estes mortos, para que vivam”. O uso que João faz deste verbo neste versículo indica que JESUS estava lhes outorgando o ESPÍRITO a fim de neles produzir nova vida e nova criação. Isto é, assim como DEUS soprou para dentro do homem físico o fôlego da vida, e o homem se tornou uma nova criatura (Gn 2.7), assim também, agora, JESUS soprou espiritualmente sobre os discípulos, e eles se tornaram novas criaturas. Mediante sua ressurreição, JESUS tornou-se em “espírito vivificante” (1Co 15.45).

(3) O imperativo “Recebei o ESPÍRITO SANTO” estabelece o fato que o ESPÍRITO, naquele momento histórico, entrou de maneira inédita nos discípulos, para neles habitar. A forma verbal de “receber” está no aoristo imperativo (gr. lebete, do verbo lambano), que denota um ato único de recebimento. Este “recebimento” da vida pelo ESPÍRITO SANTO antecede a outorga da autoridade de JESUS para eles (Jo 20.23), bem como do batismo no ESPÍRITO SANTO, pouco depois, no dia de Pentecoste (At 2.4).

(4) Antes dessa ocasião, os discípulos eram verdadeiros crentes em CRISTO, e seus seguidores, segundo os preceitos do antigo concerto. Porém, eles não eram plenamente regenerados no sentido da nova aliança. A partir de então os discípulos passaram a participar dos benefícios do novo concerto baseado na morte e ressurreição de JESUS (ver Mt 26.28; Lc 22.20; 1Co 11.25; Ef 2.15,16; Hb 9.15-17). Foi, também, ness ocasião, e não no Pentecoste, que a igreja nasceu, i.e., uma nova ordem espiritual, assim como no princípio DEUS soprou sobre o homem até então inerte para de fato torná-lo criatura vivente na ordem material (Gn 2.7).

(5) Este trecho é essencial para a compreensão do ministério do ESPÍRITO SANTO entre o povo de DEUS: (a) os discípulos receberam o ESPÍRITO SANTO (i.e., o ESPÍRITO SANTO passou a habitar neles e os regenerou) antes do dia de Pentecoste; e (b) o derramamento do ESPÍRITO SANTO em At 2.4. Isto seguiu-se à primeira experiência. O batismo no ESPÍRITO no dia do Pentecoste foi, portanto, uma segunda e distinta obra do ESPÍRITO neles.

(6) Estas duas obras distintas do ESPÍRITO SANTO na vida dos discípulos de JESUS são normativas para todo cristão. Isto é, todos os autênticos crentes recebem o ESPÍRITO SANTO ao serem regenerados, e a seguir precisam experimentar o batismo no ESPÍRITO SANTO para receberem poder para serem suas testemunhas (At 1.5,8; 2.4; ver 2.39).

(7) Não há qualquer fundamento bíblico para se dizer que a outorga por JESUS do ESPÍRITO SANTO em 20.22 era tão somente uma profecia simbólica da vinda do ESPÍRITO SANTO no Pentecoste. O uso do aoristo imperativo para “receber” (ver supra) denota o recebimento naquele momento e naquele lugar.



O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO

Jl 2.28,29 "E há de ser que, depois, derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne,e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO."



O ESPÍRITO SANTO é a terceira pessoa do DEUS Eterno, Trino e Uno (ver Mc 1.11). Embora a plenitude do seu poder não tivesse sido revelada antes do ministério de JESUS e, posteriormente, no Pentecoste (ver At 2), há trechos do AT que se referem a Ele e à sua obra. Este estudo examina os ensinamentos do AT a respeito do ESPÍRITO SANTO.

TERMO EMPREGADO. A palavra hebraica para “ESPÍRITO” é ruah que, às vezes, é traduzida por “vento” e “sopro”. Sendo assim, as referências no AT ao sopro de DEUS e ao vento da parte de DEUS (e.g., Gn 2.7; Ez 37.9,10,14) também podem referir-se à obra do ESPÍRITO de DEUS.



A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO. A Bíblia descreve várias atividades do ESPÍRITO SANTO no Antigo Testamento.

(1) O ESPÍRITO SANTO desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da Bíblia diz que “o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de DEUS desse forma ao mundo. Tanto o Verbo de DEUS (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o ESPÍRITO de DEUS, foram agentes na criação (ver Jó 26.13; Sl 33.6). O ESPÍRITO também é o autor da vida. Quando DEUS criou Adão, foi indubitavelmente o seu ESPÍRITO quem soprou no homem o fôlego da vida (Gn 2.7; cf. Jó 27.3). O ESPÍRITO SANTO continua a dar vida às criaturas de DEUS (Jó 33.4; Sl 104.30).

(2) O ESPÍRITO estava ativo na comunicação da mensagem de DEUS ao seu povo. Era o ESPÍRITO, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20). Quando os salmistas de Israel compunham seus cânticos, faziam-no mediante o ESPÍRITO do Senhor (2Sm 23.2; cf. At 1.16,20; Hb 3.7-11). Semelhantemente, os profetas eram inspirados pelo ESPÍRITO de DEUS a declarar sua palavra ao povo (Nm 11.29; 1Sm 10.5,6,10; 2Cr 20.14; 24.19,20; Ne 9.30; Is 61.1-3; Mq 3.8; Zc 7.12; cf. 2Pe 1.20,21). Ezequiel ensina que os falsos profetas “seguem o seu próprio espírito” ao invés de andarem segundo o ESPÍRITO de DEUS (Ez 13.2,3). Era possível, entretanto, o ESPÍRITO de DEUS vir sobre alguém que não tinha um relacionamento genuíno com DEUS para levá-lo a entregar uma mensagem verdadeira ao povo (ver Nm 24.2).

(3) A liderança do povo de DEUS no AT era fortalecida pelo ESPÍRITO do Senhor. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o ESPÍRITO de DEUS que compartilhava dos próprios sentimentos de DEUS; sofria quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado quando Ele se irava (ver Êx 33.11; cf. Êx 32.19). Quando Moisés escolheu, em obediência à ordem do Senhor, setenta anciãos para ajudá-lo a liderar os israelitas, DEUS tomou do ESPÍRITO que estava sobre Moisés, e o colocou sobre eles (Nm 11.16,17; ver 11.12). Semelhantemente, quando Josué foi comissionado para que sucedesse Moisés como líder, DEUS indicou que “o ESPÍRITO” (i.e., o ESPÍRITO SANTO) estava nele (Nm 27.18). O mesmo ESPÍRITO veio sobre Gideão (Jz 6.34), Davi (1Sm 16.13) e Zorobabel (Zc 4.6). Noutras palavras, no AT a maior qualificação para a liderança era a presença do ESPÍRITO de DEUS.

(4) O ESPÍRITO de DEUS também vinha sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais. Um exemplo notável, no AT, era José, a quem fora outorgado o ESPÍRITO para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Note, também, Bezalel e Ooliabe, aos quais DEUS concedeu a plenitude do seu ESPÍRITO para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros (ver Êx 31.1-11; 35.30-35). A plenitude do ESPÍRITO SANTO, aqui, não é exatamente a mesma coisa que o batismo no ESPÍRITO SANTO no NT.

No AT, o ESPÍRITO SANTO vinha sobre uns poucos indivíduos selecionados para servirem a DEUS de modo especial, e os revestia de poder (ver Êx 31.3). O ESPÍRITO do Senhor veio sobre muitos dos juízes, tais como Otniel (Jz 3.9,10). Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 14.5,6; 15.14-16). Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura: quando DEUS opta por usar grandemente uma pessoa, o seu ESPÍRITO vem sobre ela.

(5) Havia, ainda, uma consciência no AT de que o ESPÍRITO desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13; 143.10). O povo de DEUS, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de DEUS, recusava-se a seguir o caminho do ESPÍRITO (ver Gn 16.2). Os que deixam de viver pelo ESPÍRITO de DEUS experimentam, inevitavelmente, alguma forma de castigo divino (ver Nm 14.29; Dt 1.26).

(6) Note que, nos tempos do AT, o ESPÍRITO SANTO vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre Israel. O derramamento do ESPÍRITO SANTO de forma mais ampla (cf. 2.28,29; At 2.4,16-18) começou no grande dia de Pentecoste.



A PROMESSA DO PLENO PODER DO ESPÍRITO SANTO. O AT antegozava a era vindoura do ESPÍRITO, i.e., a era do NT.

(1) Em várias ocasiões, os profetas falaram a respeito do papel que o ESPÍRITO desempenharia na vida do Messias. Isaías, em especial, caracterizou o Rei vindouro, o Servo do Senhor, como uma pessoa sobre quem o ESPÍRITO de DEUS repousaria de modo especial (ver Is 11.1-4; 42.1; 61.1-3). Quando JESUS leu as palavras de Isaías 61, em Nazaré, cidade onde morava, terminou dizendo: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21).

(2) Outras profecias do AT anteviam o período do derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre a totalidade do povo de DEUS. Entre esses textos, o de maior destaque é 2.28,29, citado por Pedro no dia de Pentecoste (At 2.17,18). Mas a mesma mensagem também se acha em Is 32.15-17; 44.3-5; 59.20,21; Ez 11.19,20; 36.26,27; 37.14; 39.29. DEUS prometeu que, quando a vida e o poder do seu ESPÍRITO viessem sobre o seu povo, os seus seriam capacitados a profetizar, ver visões, ter sonhos proféticos, viver uma vida em santidade e retidão, e a testemunhar com grande poder. Por conseguinte, os profetas do AT previram a era messiânica. E, a respeito dela, profetizaram que o derramamento e a plenitude do ESPÍRITO SANTO viriam sobre toda a humanidade. E foi o que aconteceu no domingo do Pentecoste (dez dias depois de JESUS ter subido ao céu), com uma subseqüente gigantesca colheita de almas (cf. 2.28,32;At 2.41; 4.4; 13,44,48,49).



A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”



É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.



A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.

Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11).





O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

At 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias.”



Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no ESPÍRITO SANTO (ver 1.4). A respeito do batismo no ESPÍRITO SANTO, a Palavra de DEUS ensina o seguinte:

(1) O batismo no ESPÍRITO é para todos que professam sua fé em CRISTO; que nasceram de novo, e, assim, receberam o ESPÍRITO SANTO para neles habitar.

(2) Um dos alvos principais de CRISTO na sua missão terrena foi batizar seu povo no ESPÍRITO (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no ESPÍRITO SANTO e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5,8).

(3) O batismo no ESPÍRITO SANTO é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do ESPÍRITO é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo ESPÍRITO, assim também o batismo no ESPÍRITO complementa a obra regeneradora e santificadora do ESPÍRITO. No mesmo dia em que JESUS ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração (ver 11.17; 19.6).

(4) Ser batizado no ESPÍRITO significa experimentar a plenitude do ESPÍRITO, (cf. 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do ESPÍRITO SANTO antes do dia de Pentecoste (e.g. Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão “batizados no ESPÍRITO SANTO”. Este evento só ocorreria depois da ascensão de CRISTO (1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14).

(5) O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO (2.4; 10.45,46; 19.6).

(6) O batismo no ESPÍRITO SANTO outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de CRISTO e ter eficácia no seu testemunho e pregação (cf. 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8; Rm 15.18,19; 1Co 2.4). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do ESPÍRITO SANTO, na qual a presença, a glória e a operação de JESUS estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).

(7) Outros resultados do genuíno batismo no ESPÍRITO SANTO são: (a) mensagens proféticas e louvores (2.4, 17; 10.46; 1Co 14.2,15); (b) maior sensibilidade contra o pecado que entristece o ESPÍRITO SANTO, uma maior busca da retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (ver Jo 16.8; At 1.8); (c) uma vida que glorifica a JESUS CRISTO (Jo 16.13,14; At 4.33); (d) visões da parte do ESPÍRITO (2.17); (e) manifestação dos vários dons do ESPÍRITO SANTO (1Co 12.4-10); (f) maior desejo de orar e interceder (2.41,42; 3.1; 4.23-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26); (g) maior amor à Palavra de DEUS e melhor compreensão dela (Jo 16.13; At 2.42) e (h) uma convicção cada vez maior de DEUS como nosso Pai (At 1.4; Rm 8.15; Gl 4.6).

(8) A Palavra de DEUS cita várias condições prévias para o batismo no ESPÍRITO SANTO. (a) Devemos aceitar pela fé a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador e apartar-nos do pecado e do mundo (2.38-40; 8.12-17). Isto importa em submeter a DEUS a nossa vontade (“àqueles que lhe obedecem”, 5.32). Devemos abandonar tudo o que ofende a DEUS, para então podermos ser “vaso para honra, santificado e idôneo para o uso do Senhor” (2Tm 2.21). (b) É preciso querer o batismo. O crente deve ter grande fome e sede pelo batismo no ESPÍRITO SANTO (Jo 7.37-39; cf. Is 44.3; Mt 5.6; 6.33). (c) Muitos recebem o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13; At 1.14; 2.1-4; 4.31; 8.15,17). (d) Devemos esperar convictos que DEUS nos batizará no ESPÍRITO SANTO (Mc 11.24; At 1.4,5).

(9) O batismo no ESPÍRITO SANTO permanece na vida do crente mediante a oração (4.31), o testemunho (4.31, 33), a adoração no ESPÍRITO (Ef 5.18,19) e uma vida santificada (ver Ef 5.18 notas). Por mais poderosa que seja a experiência inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO sobre o crente, se ela não for expressa numa vida de oração, de testemunho e de santidade, logo se tornará numa glória desvanecente.

(10) O batismo no ESPÍRITO SANTO ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de DEUS, para, assim, testemunhar com poder e retidão. A Bíblia fala de renovações posteriores ao batismo inicial do ESPÍRITO SANTO (ver 4.31; cf. 2.4; 4.8, 31; 13.9; Ef 5.18). O batismo no ESPÍRITO, portanto, conduz o crente a um relacionamento com o ESPÍRITO, que deve ser renovado (4.31) e conservado (Ef 5.18).

O ESPÍRITO SANTO


É O ESPÍRITO SANTO QUEM NOS LEVA A JESUS,O ESPÍRITO SANTO ESTÁ ATRÁS DE NÓS O TEMPO TODO,DEPOIS QUE ACEITAMOS A JESUS COMO SENHOR E SALVADOR, O ESPÍRITO SANTO ESTÁ AO NOSSO LADO, EM NÓS, É NOSSO COMPANHEIRO E CONFIDENTE.

SENTE TRISTEZA, Ef 4.30

NOS ENSINA, Jo 14.26

O ESPÍRITO SANTO É DEUS (1Jo 5.6,7)

PROVAS BÍBLICAS DA SUA DIVINDADE

ONIPOTÊNCIA

ONISCIÊNCIA - Sl 139.2

ONIPRESENÇA - Jr 23..23,24; Sl 139.7

COMPARTILHOU A OBRA DA CRIAÇÃO, Gn 1.2

ETERNIDADE, Hb 9.14



NATUREZA

PROVAS BÍBLICAS

DA SUA PERSONALIDADE

REVELA, 2 Pe 1.21

ENSINA, Jo 14.26

INTERCEDE, Rm 8.26

ORDENA, At 13.2

TESTIFICA DE CRISTO, Jo 15.26; 1 Jo 5.6,7

FALA À IGREJA, Ap 2.7,11, 17,29; 3.6,13,22

CONVIDA À SALVAÇÃO - Ap 22.17

Muitas vezes as pessoas que são usadas por DEUS para ministrarem o batismo no ESPÍRITO SANTO, são mal-compreendidas. Veja bem: Seria muito difícil alguém ser batizado sem abrir a boca para falar, pois a evidencia do batismo é o falar em línguas espirituais, assim pede-se às pessoas para glorificarem a DEUS para que quando o ESPÍRITO SANTO vier sobre as mesmas, não os ache de boca fechada e isso venha a impedi-los de receber sua tão desejada bênção. O medo de falar em línguas de maneira diferente dos outros ou o medo da reação na hora do batismo têm impedido muitos de serem balizados; também a "doutrina do merecimento" impede a muitos que pensam que se recebe alguma coisa de DEUS pelo merecimento; mas o maior impedimento ainda é o pecado não arrependido e não confessado.






NOMES DO ESPÍRITO SANTO

Pneumatologia: http://www.geocities.com/Athens/5898/Pneumatologia.htm



I. A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO:



A) A Personalidade do ESPÍRITO SANTO: O ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, e não uma mera influência ou operação divina, e portanto dotado de intelecto, emoção, autoconsciência e autodeterminação.

1) Pronomes Pessoais Masculinos: Estes pronomes são aplicados ao ESPÍRITO SANTO (Jo.15:26;16:7,8,13,14), muito embora o vocábulo grego Pneuma seja substantivo neutro.



2) Substantivo Masculino: O termo masculino Paracleto é aplicado ao ESPÍRITO SANTO (Jo.14:16,17) como sendo outro (allon) Consolador igual a CRISTO.



3) Características Pessoais:

a) Inteligência (I Co.2:10,11; Rm.8:27).

b) Vontade (I Co.12:11).

c) Amor (Rm.15:30).

d) Bondade (Ne.9:20).

e) Tristeza (Ef.4:30; Is.63:10).



4) Atos Pessoais:

a) Ele perscruta (I Co.2:10).

b) Ele fala (Ap.2:7; Gl.4:6; Jo.15:26).

c) Ele intercede (Rm.8:26).

d) Ele ensina (Jo.14:26).

e) Ele guia (Jo.16:12-14; Ne.9:20).

f) Ele chama (At.13:2;20:28).



B) A Divindade do ESPÍRITO SANTO: O ESPÍRITO SANTO é coeterno e consubstancial com o Pai e o Filho.

1) Nomes Divinos:

a) DEUS (At.5:3,4).

b) Senhor (II Co.3:18).



2) Atributos Divinos:

a) Eternidade (Hb.9:14).

b) Onipresença (Sl.139:7-10).

c) Onipotência (Lc.1:35).

d) Onisciência (I Co.2:10,11).



II. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO:



A) Em relação ao universo material: Ele participou da obra da criação (Sl.33:6; Jó 33:4;104:29,30).



B) Em relação aos homens não regenerados:

1) Luta (Gn.6:3).

2) Testifica (Jo.15:26; At.5:32).

3) Convence (Jo.16:8-11).



C) Em relação aos crentes:

1) Regenera (Jo.3:3-6;6:63; Tt.3:5; I Co.2:4;3:6).

2) Batiza (Jo.1:32-34; I Co.12:13; At.1:5).

3) Habita (I Co.3:16;6:15-19; Rm.8:9).

4) Sela (Ef.1:13,14;4:30).

5) Testifica (Rm.8:14,16).

6) Fortalece (Ef.3:16).

7) Enche (Ef.5:18-20).

8) Liberta (Rm.8:2).

9) Guia (Rm.8:14; At.8:27-29;13:2,4).

10) Ilumina (I Co.2:12,14).

11) Instrui (Jo.16:13,14).

12) Capacita (I Ts.1:5; At.1:8; I Co.2:1-5).

13) Produz Frutos (Gl.5:22,23; Fp.3:3; At.2:11).

14) Intercede (Rm.8:26; Jd.20).



D) Em relação a CRISTO:

1) Concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc.1:35).

2) Ungido pelo ESPÍRITO SANTO (At.10:38; Is.11:2;61:1; Lc.4:14,18; Mt.12:17,18).

3) Guiado pelo ESPÍRITO SANTO (Mt.4:1).

4) Cheio do ESPÍRITO SANTO (Lc.4:1; Jo.3:34).

5) Ministério (Lc.4:14,18,19; Is.61:1).

6) Sacrifício (Hb.9:14).

7) Ressurreição (Rm.8:11; Rm.1:4).

8) Deu mandamentos pelo ESPÍRITO SANTO (At.1:1,2).



E) Em relação as Escrituras:

1) É o Seu Autor (II Pe.1:20,21; II Tm.3:16; II Pe.3:15,16; Jo.16:13).

2) É o Seu Intérprete (Ef.1:17; I Co.2:9-14; Jo.16:14-16 II Pe.1:20,21; I Jo.2:20,27).



A OBRA DO ESPÍRITO SANTO 2.

- A revelação do ESPÍRITO SANTO no NT.

(a) O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de JESUS (Jo 14.16,26),

realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de CRISTO (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4). (b) O ESPÍRITO SANTO é o agente da nossa santificação. Na conversão, o ESPÍRITO passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o ESPÍRITO SANTO faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de DEUS (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a DEUS (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a DEUS (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de CRISTO, que O glorificam (Gl 5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela JESUS e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de DEUS (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6). (c) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do ESPÍRITO SANTO relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do ESPÍRITO. Quando somos batizados no ESPÍRITO, recebemos poder para testemunhar de CRISTO e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre CRISTO (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de DEUS (1.8; 4.31) e a operar milagres (2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de DEUS é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no ESPÍRITO SANTO (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o ESPÍRITO SANTO outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de CRISTO (1Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do ESPÍRITO através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). (d) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a DEUS (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2).

- As diversas operações do ESPÍRITO são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do ESPÍRITO SANTO formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em CRISTO, (b) um santo viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no ESPÍRITO SANTO se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo ESPÍRITO, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.





O ESPÍRITO SANTO

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”



É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.



A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.

Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11).



A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Quem é o ESPÍRITO SANTO?

O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação.

O ESPÍRITO SANTO é o agente da santificação.

O ESPÍRITO SANTO reveste os crentes para o serviço do Senhor.

O ESPÍRITO implanta os crentes no corpo místico de CRISTO, que é sua Igreja.

Seu trabalho

Ele convence, faz nascer de novo e habita no crente (Jo 16.7-11; 3.3-6; 14.16,17).

Ele influencia, purifica e liberta (Rm 8.8-11; 2 Ts 2.13-17; Rm 8.1-4).

Ele capacita para o testemunho (At 1.8; Jo 1.32,33).

Ele edifica, inspira para adoração e envia (Ef 2.20-22; Fp 3.3; At 13.2-4).

Graça

"[...] O ESPÍRITO de DEUS nos guia para a revelação da verdade se nós assim o permitirmos. Se tivermos o desejo de dar frutos, então devemos deixar que nos guie porque Ele nos conduzirá até a verdade. Se deixarmos o ESPÍRITO ser o nosso consolador e guia, isso nos ajudará quando estivermos passando pelos momentos difíceis de nossas vidas" (Moody).



RESUMO DA LIÇÃO 1 - QUEM É O ESPÍRITO SANTO


I. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

1. A doutrina do ESPÍRITO SANTO.

2. O ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento.

3. O ESPÍRITO SANTO na atualidade.

II. A ASEIDADE DO ESPÍRITO SANTO

1. A aseidade e existência do ESPÍRITO SANTO.

2. Atributos incomunicáveis do ESPÍRITO SANTO.

a) Onipresença. b) Onisciência. c) Onipotência.

III. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

1. O ESPÍRITO SANTO tem personalidade.

2. O ESPÍRITO SANTO tem emoções.

3. O ESPÍRITO SANTO tem vontade.



SINOPSE DO TÓPICO (1)

A doutrina do ESPÍRITO SANTO está presente no Antigo e Novo Testamento.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Assim como o Pai e o Filho, o ESPÍRITO SANTO é autoexistente. Os seus atributos incomunicáveis confirmam sua aseidade.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

As ações do ESPÍRITO SANTO evidenciam que Ele é uma pessoa, a Terceira da Santíssima Trindade.





O PENTECOSTALISMO DA UNICIDADE

No Acampamento "de Reavivamento Mundial em Arroyo Seco, perto de Los Angeles, em 1913, surgiu uma séria controvérsia. Durante um culto de batismo, o evangelista canadense R. E. McAlister argumentou que os apóstolos não invocavam o Nome trino e uno ~ Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO ~ no batismo, mas batizavam no nome de JESUS somente.

Durante a noite, John G. Schaeppe, um imigrante de Danzig, Alemanha, teve uma visão, e acordou ° acampamento, gritando que o nome de JESUS precisava ser glorificado. A partir de então, Frank J. Ewart começou a ensinar que aqueles que tinham sido batizados segundo a fórmula trinitariana precisavam do novo batismo que invocava somente o nome de JESUS . Logo, outros começaram a espalhar a "nova questão". Juntamente com isso veio a aceitação de uma só Pessoa na Deidade, agindo em modos ou (cargos diferentes. O reavivamento em Arroyo Seco acendera a centelha dessa nova questão).

Em outubro de 1916, o Concílio Geral das Assembléias de DEUS foi convocado em St. Louis com o propósito de formar barricadas de defesa para proteger a ortodoxia trinitariana. Os representantes da Unicidade viram, se diante de uma maioria que lhes exigia que aceitassem a fórmula batismal trinitariana e a doutrina ortodoxa de CRISTO, ou deixassem a comunhão. Cerca de um quarto dos ministros realmente se retirou. Mas as Assembléias de DEUS estabeleceram,se na tradição doutrinária da "fé pregada pelos apóstolos, atestada pelos mártires, substanciada nos Credos, exposta pelos pais", ao lutar em favor da ortodoxia trinitariana.



Tipicamente, o Pentecostalismo da Unicidade declara: "Não cremos em três personalidades separadas na Deidade, mas cremos em três cargos preenchidos por uma só pessoa".

A doutrina da Unicidade (modalística) tem, portanto, o conceito de DEUS como um só Monarca transcendente, cuja unidade numérica é rompida por três manifestações contínuas feitas à humanidade como Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO. As três faces do único Monarca são realmente imitações divinas de JESUS , a expressão pessoal de DEUS mediante a sua encarnação. A idéia da personalidade exige, segundo os Pentecostais da Unicidade, corporalidade e, por essa razão, acusam os trinitarianos de adotar o triteísmo.



Pelo fato de CRISTO ser "corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9), os Pentecostais da Unicidade argumentam que Ele é essencialmente a plenitude da Deidade indiferenciada. Noutras palavras: acreditam que a tríplice realidade de DEUS é "três manifestações" do único ESPÍRITO habitando dentro da Pessoa de JESUS . Acreditam que JESUS é a personalidade única de DEUS, cuja "essência é revelada como Pai no Filho e como ESPÍRITO através do Filho".75 Explicam, ainda, que a pantomima divina de JESUS é "cristocêntrica, porque JESUS , como ser humano, é o Filho, e que como ESPÍRITO (na sua divindade) Ele revela, e realmente é o Pai, e envia, e realmente é o ESPÍRITO SANTO como o ESPÍRITO de CRISTO que habita no cristão".

Já argumentamos que o sabelianismo do século III é herético. Na sua negação das distinções eternas entre as três Pessoas na Deidade, o Pentecostalismo da Unicidade acabou caindo no mesmo erro teológico do Modalismo clássico. A diferença, conforme foi declarado antes, é que os Pentecostais da Unicidade concebem a "trimanifestação" de DEUS como simultânea em vez de sucessiva ' sendo esta última a crença do modalismo clássico. Argumentam que, tendo por base Colossenses 2.9, o conceito da personalidade de DEUS é reservado exclusivamente para a presença imanente e encarnada de JESUS . Por isso, os Pentecostais da Unicidade geral, mente argumentam que a Deidade está em JESUS , mas que JESUS não está na Deidade.

Colossenses 2.9 afirma porém (conforme a Igreja formulou em Calcedônia em 451), que JESUS é a "plenitude da revelação da natureza de DEUS" (theotêtos, divindade) me, diante a sua encarnação. A totalidade da essência de DEUS está incorporada em CRISTO (Ele é plena deidade), embora as três Pessoas não estejam simultaneamente encarnadas em JESUS .



Embora os Pentecostais da Unicidade confessem a divindade de JESUS CRISTO, o que eles realmente querem dizer é que JESUS , como o Pai, é deidade, e como o Filho, é humanidade. Ao argumentarem que o termo "Filho" deve ser entendido como a natureza humana de JESUS , e que o termo "Pai" é a designação da natureza divina de CRISTO, imitam seus antecessores antitrinitários (há muito tempo falecidos) ao comprometerem as doutrinas da salvação.

É certo que JESUS declarou: "Eu e o Pai somos um" Jo 10.30). Mas isso não significa que JESUS e seu Pai sejam uma só Pessoa (conforme argumentam os Pentecostais da Uni cidade), pois o numeral grego neutro hen ("um") é empregado pelo apóstolo João em vez do masculino heis. Logo, a referência é à união essencial, e não à identidade absoluta.



Conforme já foi declarado, a distinção tipo sujeito, objeto entre o Pai e o Filho é revelada com grande clareza nas Escrituras, quando JESUS , na sua agonia, ora ao Pai (Lc 22.42). JESUS também revela e defende a sua identidade ao apelar ao testemunho do Pai ( Jo 5.31,32). JESUS declara de modo explícito: "Há outro [gr. allos] que testifica de mim" (v. 32). Aqui, o termo allos denota, mais uma vez, uma pessoa diferente daquela que está falando. Também em João 8.16,18, JESUS diz: "E, se, na verdade, julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou". Aqui, JESUS cita o Antigo Testamento (Dt 17.6; 19.15) com o propósito de revelar, mais uma vez, a sua identidade messiânica (como sujeito), apelando ao testemunho do seu Pai (como objeto) a respeito do próprio JESUS . Insistir (como fazem os Pentecostais da Unicidade) que o Pai e o Filho são numericamente um só, serviria apenas para desacreditar o testemunho que JESUS deu de si mesmo como Messias.



Além disso, os Pentecostais da Unicidade ensinam que, para a pessoa ser verdadeiramente salva, é preciso que seja batizada "em nome de JESUS " somente.81 Com isso, dão a entender que os trinitarianos não são cristãos verdadeiros. Nisso, os Pentecostais da Unicidade incorrem no erro de colocar as obras como meio de salvação, contrariando o que a Bíblia diz: a salvação pela graça, mediante a fé somente (Ef 2.8,9). No Novo Testamento, encontramos por volta de 60 referências que falam da salvação pela graça, somente medi, ante a fé, independentemente do batismo nas águas. Se o batismo foi um meio necessário à nossa salvação, por que o Novo Testamento não enfatiza fortemente tal doutrina? Pelo contrário: vemos Paulo dizendo: "CRISTO enviou,me não para batizar, mas para evangelizar não em sabedoria de palavras, para que a cruz de CRISTO não se faça vã" (1 Co 1.17).

Deve ser mencionado, ainda, que Atos dos Apóstolos não pretende preceituar uma fórmula batismal para ser utilizada pela Igreja, pois a frase "em nome de JESUS " não ocorre exatamente da mesma maneira duas vezes em Atos.

No sentido de reconciliar o mandamento de JESUS no sentido de batizar "em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO" (Mt 28.19), com a declaração de Pedro: "cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO" (At 2.38), consideraremos três explicações possíveis.



1. Pedro desobedeceu ao mandamento claro do seu Senhor. Isso, obviamente, nem é uma explicação, e deve ser rejeitada por ser ridícula.



2. JESUS estava falando em termos ocultos, que exigiriam algum tipo de perspicácia mística antes de ser possível compreender seu sentido. Noutras palavras, Ele realmente estava nos mandando batizar somente em nome de JESUS , embora alguns não percebam esse significado velado de nosso Senhor. Não há, porém, a mínima justificativa para tirar tal conclusão. É contrária ao gênero específico de literatura bíblica envolvida (didático, histórico) e também, pelo menos por implicação, à impecabilidade de nosso Senhor JESUS CRISTO.



3. Uma explicação melhor é fundamentada na autoridade apostólica de Atos, no que diz respeito às credenciais ministeriais dos apóstolos. Quando a frase "em nome de JESUS CRISTO" é invocada pelos apóstolos em Atos, significa "com a autoridade de JESUS CRISTO" (cf. Mt 28.18). Por exemplo: em Atos 3.6 os apóstolos curam mediante a autoridade do nome de JESUS CRISTO. Em Atos 4, os apóstolos são convocados para serem interrogados a respeito das obras poderosas que faziam: "Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?" (v. 7). O apóstolo Pedro, cheio do ESPÍRITO SANTO, adiantou,se e proclamou corajosamente: "Em nome de JESUS CRISTO, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem DEUS ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós" (v. 10). Em Atos 16.18, o apóstolo Paulo libertou, "em nome de JESUS CRISTO", uma jovem da possessão demoníaca.

Os apóstolos estavam batizando, curando, libertando e pregando, mediante a autoridade de JESUS CRISTO. Conforme escreveu Paulo: "E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor JESUS , dando por ele graças a DEUS Pai" (CI 3.17). Concluímos, portanto, que a declaração apostólica "em nome de JESUS CRISTO" equivale a dizer: "pela autoridade de JESUS CRISTO". Não existe, portanto, nenhum motivo para acreditar que os apóstolos fossem desobedientes ao imperativo do Senhor, que mandou batizar em nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO (Mt 28.19), ou que JESUS estava usando linguagem oculta. Pelo contrário: no próprio livro de Atos, os apóstolos batizavam pela autoridade de JESUS CRISTO, em nome do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO.



A doutrina da Trindade é o caráter distintivo da revelação que DEUS fez de si mesmo nas Sagradas Escrituras. Fiquemos, pois, firmes em nossa confissão de um só DEUS, "eternamente existente em si mesmo... como Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO".



Principal divulgador da doutrina anti-bíblica unicista entre os evangélicos: Igreja voz da verdade - mais conhecido como conjunto ou Banda Voz Da Verdade.

Possuem muitas igrejas espalhadas pelo Brasil: Quanto mais CD's e DVD's compramos, mais divulgam sua doutrina.

http://www.vozdaverdade.com.br/ acesso em 12-07-2006





I - Quem É o ESPÍRITO SANTO

O ESPÍRITO SANTO é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2, e daí em diante sua presença é proemi­nente em ambos os Testamentos. O vocábulo que dá sentido ao seu nome é o grego pneuma, vindo da raiz hebraica ruach. Ambos os termos, quando aplicados para dar significação divina e sem igual, denotam o infinito ESPÍRITO de DEUS.

A atuação deste supremo Ser é marcante nas Escritu­ras como o Substituto legal do Filho de DEUS, desde o Pentecoste até o arrebatamento da Igreja (Jo 16.7), e continuando depois com ela para sempre (Jo 14.16). Ele veio ao mundo como o "Agente da Comunicação Divi­na". Sua origem não se encontra nas tábuas genealógicas, pois, sendo Ele um dos membros da Divindade, é a ori­gem de si mesmo e a causa de sua própria substância.



II - Sua Preexistência

A natureza e os atributos do ESPÍRITO SANTO caracteri­zam-no como o "ESPÍRITO eterno", não conhecendo princípio de dias nem fim de existência (Hb 9.14). Ele aparece ao lado de DEUS, quando havia unicamente o DEUS trino e uno. O tempo, que marca extensão, é percebido através da relação entre "antes" e "depois". Uma vez que o ESPÍRITO SANTO tem a mesma natureza de DEUS, o tempo não se aplica a Ele já que existe pela própria necessidade de sua existência. Ele é um Ser vivo, dotado de perso­nalidade, não sendo meramente uma influência ou ema­nação de DEUS. Antes, é uma Pessoa claramente divina, que faz parte da Trindade.

Não um ser criado, como nós ou as demais criaturas que, por um ato de DEUS, passamos a existir num certo tempo e lugar.

1. No Antigo Testamento

O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera a este Ser eterno, cuja ação plena concretizou-se no Novo. Mas antes, como sabemos, o Eterno ESPÍRITO de DEUS já operava.

Em suas várias manifestações e demonstrações de po­der, tanto no universo físico como no espiritual, sua presença é sentida e revelada (Gn 1.2; 6.3; Êx 8.19; Jo 33.4 etc.) Entretanto, eram apenas manifestações objeti­vas e tópicas, pois até então o ESPÍRITO SANTO não havia sido "derramado" e sim "manifestado" (cf. Jl 2.28; Jo 7.39). O ESPÍRITO SANTO se revelava de três maneiras, visto no contexto geral.

a. Como ESPÍRITO criador do cosmo. Por cujo poder o Universo e todos os seres foram criados.

b. Como ESPÍRITO dinâmico ou doador de poder. Revelado como o Agente de DEUS em relação aos homens; entretanto, não era outorgado como dádiva permanente. Em sentido tópico, tal sucedia até mesmo no caso dos profetas, embora seja seguro pensar que homens mais profundamente espirituais possuíam o dom do ESPÍRITO por tempo mais dilatado que o comum (cf. Sl 51.11- Ml 2.15).

c. Como ESPÍRITO regenerador. Pelo qual a natureza humana é transformada "de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor" (2 Co 3.18). Encontramos sua presença no Antigo Testamento, em várias manifestações de poder, num total de 88 vezes: 13 no Pentateuco; sete em Juízes; sete em 1 Samuel; cinco nos Salmos; 14 em Isaías; 12 em Ezequiel; e trinta ou­tras, por inferência.

Dos 39 livros do Antigo testamento, apenas 16 não fazem referência específica a Ele - mas em essência.

Algumas referências marcam sua presença nesse perí­odo, descrevendo-o como membro ativo da Divindade e participante de decisões somente a ela inerentes. Veja­mos algumas:

• Na criação do Universo: "E o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2).

• Na criação do homem: "E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhan­ça..." (Gn 1.26).

• No juízo sobre o pecado: "Então disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós..." (Gn 3.22).

• No julgamento sobre o dilúvio: "Então disse o Se­nhor: Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem..." (Gn 6.3).

• Sobre a construção da torre de Babel: "Eia, desça­mos, e confundamos ali a sua língua..." (Gn 11.7).

O ESPÍRITO SANTO é também retratado, em relação aos ho­mens, como aquEle que ilumina (Jo 33.8), dá forças especiais (Jz 14.6,19), concede sabedoria (Êx 31.1-6; Dt 34.8), outorga revelações (Nm 11.25; 2 Sm 23.2), instrui sobre a vontade de DEUS (Is 11.2), administra graça (Zc 12.10) e, finalmente, enche as vidas com sua presença (Ef 5.18).

2. No Novo Testamento

O ESPÍRITO SANTO entra em cena logo nas primeiras páginas do Novo Testamento. O anjo Gabriel informa a Zacarias, um velho sacerdote da ordem de Abias, que seu futuro filho, João Batista, seria cheio do ESPÍRITO SANTO desde o ventre materno (Lc 1.15). O mesmo mensageiro celestial diz a Maria que o ESPÍRITO SANTO desceria sobre ela (Lc 1.35). Mais adiante encontramos o justo Simeão, e "o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele" (Lc 2.25). Durante a vida terrena de nosso Senhor JESUS, a atuação do ESPÍRITO SANTO acompanhava seus passos, palavras e obras. Ou seja, JESUS era "cheio do ESPÍRITO SANTO" (Lc 4.1). E podia exclamar: "O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim" (Lc 4.18).



III - Sua Existência Pós-pentecostal

Vinte e cinco livros dos 27 que compõem o Novo Testamento descrevem o ESPÍRITO SANTO como um Ser real. Apenas dois, Filemom e 3 João, falam dEle apenas em essência.

Há duas citações sobre a existência do Pai e do Filho que não mencionam sua existência:

"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem envias-te" (Jo 17.3).

"E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de DEUS e do Cordeiro..." (Ap22.1).

No entanto, a ausência do ESPÍRITO SANTO nestas duas citações não lhe nega a existência como Pessoa real! Pelo contrário, prova sua humildade e grandeza.

De acordo com a Lei mosaica, o testemunho de dois homens era verdadeiro para se firmar qualquer palavra ou sentença.

Dois grandes personagens, João Batista e JESUS Cris­to, afirmaram ter visto o ESPÍRITO SANTO em forma corpórea.

"E João testificou, dizendo: Eu vi o ESPÍRITO descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o ESPÍRITO, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o ESPÍRITO SANTO" (Jo 1.32,33).

"E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele" (Mt 3.16).



IV - Sua Natureza

A terceira Pessoa da Trindade é ESPÍRITO por natureza! Ou seja, tal qual Ele é, tanto o seu Ser como o seu caráter, assim são também o Pai e o Filho: iguais em aspecto, poder e glória. O fato de o ESPÍRITO SANTO ser DEUS fica provado não somente por sua identificação com o Pai e o Filho, nas fórmulas do batismo e da bênção apostólica, mas também pelos atributos divinos que pos­sui. Em outros aspectos, o ESPÍRITO SANTO é co-participante dos atos de DEUS, especialmente pela sua maneira tríplice de agir, como por exemplo:



1. Na bênção das tribos

"O Senhor DEUS te abençoe e te guarde: o Senhor [JESUS] faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor [ESPÍRITO SANTO] sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz" (Nm 6.24-26).



2. Na bênção apostólica

"A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com vós todos" (2 Co 13.13).



3. No perdão

"Ó Senhor [DEUS], ouve; ó Senhor [JESUS], perdoa: Ó Senhor [ESPÍRITO SANTO], atende-nos e opera sem tardar" (Dn 9.19).



4. No louvor

"E clamavam uns para com os outros, dizendo: SANTO [DEUS], SANTO [JESUS], SANTO [ESPÍRITO SANTO] é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória" (Is 6.3).



5. No batismo

"Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO..." (Mt 28.19).



6. Nos dons

"Ora há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Se­nhor [JESUS] é o mesmo. E há diversidade de opera­ções, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos" (1 Co 12.4-6).



7. Na unidade da fé

"Há um só... ESPÍRITO... um só Senhor [JESUS]... um só DEUS e Pai de todos..." (Ef 4.4,6).



8. No testemunho

"Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um" (1 Jo 5.7).



Evidentemente, a presença do ESPÍRITO SANTO é vista por toda a extensão das Escrituras, sempre agindo de comum acordo com o Pai e o Filho.

De DEUS se declara: "Desde a antigüidade fundaste a terra: e os céus são obra das tuas mãos" (Sl 102.25).

De CRISTO se declara: "Porque nele foram criadas to­das as coisas, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele" (Cl 1.16).

Do ESPÍRITO SANTO se declara: "Pelo seu ESPÍRITO ornou os céus" (Jo 26.13). Os atos da criação - em separado, ainda que completos - da parte de cada Pessoa reúnem-se na afirmação do nome de DEUS [Eloim], e daí por diante.

Ele é, portanto, o ESPÍRITO eterno (Hb 9.14). É onipresente (Sl 139.7-10), onipotente (Lc 1.37) e onisci­ente (1 Co 2.10). A Ele se atribuem obras divinas: tomou parte na criação (Gn 1.2); produz novas criaturas para JESUS (Jo 3.5); ressuscitou a JESUS CRISTO dentre os mor­tos (Rm 1.4; 8.11).

O sentido que lhe dá a palavra grega - herdada do original hebraico - é sem igual. Pneuma, como termo psicológico, representa a sede da percepção, do sentido, da vontade, do estado da mente, ou pode ser equivalente ao ego da pessoa humana (Mc 2.8; Lc 1.47; Jo 11.33; 13.21 etc...). Porém, o termo pneuma, ou vocábulo grego correspondente, aparece 220 vezes no Novo Testamento. Nada menos de 91 dessas ocorrências, em essência espe­cial, com ou sem qualificativo quanto ao caráter ou a origem, indicam o ESPÍRITO SANTO.

São usados pronomes masculinos, como na indicação do Pai e do Filho, dominando, portanto, toda construção gramatical neste sentido. Isto é importante!



V - Seu Relacionamento

A atuação do ESPÍRITO SANTO pode ser vista tanto em relação ao universo físico como ao espiritual. Sua ação pode ser presenciada em ambos os Testamentos. Entretanto, com maior impacto, o ESPÍRITO foi prometido para uma dispensação futura, a tal ponto que, nos tempos do Messias, Ele seria "derramado sobre toda a carne".



1. Com o Universo

"E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2).

Observe-se que a palavra "DEUS" está no plural, e o verbo, no singular (no hebraico, há três números: singular, dual e plural). Assim, a natureza de DEUS é revelada na primeiras palavras de Gênesis, como de igual modo o Filho e o ESPÍRITO SANTO: uma Trindade, porém um só DEUS.

O Filho aparece na "segunda" palavra da Bíblia - Ele é o princípio (Ap 3.14).

O Pai aparece na "quarta" palavra.

O ESPÍRITO SANTO aparece na "trigésima-terceira" palavra, e daí por diante sua presença contínua e suas mani­festações tópicas nas obras de DEUS são presenciadas em cada acontecimento. Dessa maneira, podemos aceitar que, na criação do Universo, o Pai a propôs e o Filho agiu pela energia do ESPÍRITO SANTO. Subentende-se, portanto, que o ESPÍRITO SANTO, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença em todos os elementos da natureza criada. Todas as forças da natureza são ape­nas evidências da presença e operação do ESPÍRITO de DEUS. Toda a criação, e todo ser criado, deve sua existên­cia e continuação às "mãos de DEUS": CRISTO ("Nele fo­ram criadas todas as coisas", Cl 1.16) e ao ESPÍRITO SANTO ("Ele criou e ornamentou a todas as coisas"; cf. Jo 26.13; 33.4; Sl 104.30).



2. Com CRISTO

O ESPÍRITO SANTO desceu sobre Maria, produzindo a concepção virginal do Filho de DEUS (Mt 1.20; Lc 1.23), e é visto como aquEle que "ungiu" JESUS de Nazaré, capacitando-o para sua missão evangelizadora (Lc 4.18,19) e seu ministério miraculoso. Pedro afirma que DEUS "ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque DEUS era com ele" (At 10.38). Ele veio substituir o Filho na missão de conduzir os homens a DEUS, como sua Testemunha pode­rosa (Jo 15.26). É a força restauradora por meio da qual CRISTO opera (Rm 8.11). Finalmente, Ele é o "Amigo Fiel" de CRISTO, glorificando-o por ter realizado tão subli­me redenção em favor de quem não a merecia (Jo 16.14).



3. Com a Igreja

O ESPÍRITO SANTO é o único que pode regenerar a alma, mediante seu toque transformador. Sua presença entre os salvos deve ser contínua e perpétua, pois assim produz no crente fruto semelhante a natureza moral positiva de DEUS (Gl 5.22,23).

O objetivo principal do fruto do ESPÍRITO no crente, bem como de todas as suas operações na alma, é transformá-lo segundo a imagem de CRISTO, nos termos mais literais possíveis (2 Co 3.18). A promessa de JESUS a seus discípulos foi a presença constante do ESPÍRITO em suas vidas. Ele disse: "... para que [o ESPÍRITO SANTO] fique convosco para sempre... porque habita convosco, e estará em vós" (Jo 14.16,17).



a. Após a ressurreição de CRISTO. Depois de ressurreto, JESUS entrou numa casa para participar com seus discípu­los da primeira reunião de seu ministério celestial. As portas daquele santuário improvisado estavam "cerradas... onde os discípulos, com medo dos judeus, se ti­nham ajuntado".

Após tê-los saudado ("Paz seja convosco!"), o segun­do ato do Senhor foi "soprar" sobre eles, dizendo: "Recebei o ESPÍRITO SANTO" (Jo 20.19,22).

Todo salvo, segundo as Escrituras, tem o ESPÍRITO SANTO como selo da ressurreição de CRISTO. Porque "se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, esse tal não é dele" (Rm 8.9). E esta é a confirmação divina: "Se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós", então, sem nenhuma dúvida, "somos filhos de DEUS" (Rm 8.11,16).

Ora, o grande sucesso, tanto da igreja como do crente em particular, tem sido a presença gloriosa do ESPÍRITO SANTO.

Paulo revela aos crentes de Corinto: "Não sabeis vós que sois o templo de DEUS, e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?" (1 Co 3.16).



b. A habitação do ESPÍRITO. Depois do processo de regeneração no pecador, o ESPÍRITO SANTO passa a habitar nele, e aí permanece como Agente divino da comunica­ção com o Pai e o Filho. A habitação do ESPÍRITO é uma fase posterior à obra da conversão, e possibilita o cresci­mento da nova vida iniciada naquele que foi chamado das trevas para viver na luz.

"Precisamos reconhecer sua presença permanente no templo de nossos corpos. Esse reconhecimento deve tor­nar-se sagrado e levar-nos, sem interrupção alguma, a uma vida imaculada, livre de pecado. É o segredo da experiência de seu poder, que permanentemente atua na­quele que é fiel e obediente a CRISTO".

A comunhão com o ESPÍRITO SANTO leva o crente a aspirar pela sua presença, no dizer de Paulo: "Não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do ESPÍRITO" (Ef 5.18).



c. A companhia do ESPÍRITO. R. M. Riggs observa que desde o seu advento, no dia de Pentecoste, em Jerusa­lém, e através de outras visitações nas congregações de Samaria (At 8), Cesaréia (At 10), Antioquia da Síria (At 13.2,4), Antioquia da Pisídia (At 13.14), Éfeso (At 19.1-7), Corinto (1 Co 12.13) e Galácia (Gl 3.2), o ESPÍRITO SANTO continua habitando pessoalmente nos crentes em JESUS - algo que CRISTO não poderia fazer quando andava visivelmente na terra em carne humana, isto é, de habitar o corpo dos outros, mas o ESPÍRITO SANTO o faz agora.



d. Dirigindo nossos passos. A partir do Pentecoste, o ESPÍRITO SANTO passou a dirigir os passos da Igreja. A nova dispensação, inaugurada pela glorificação de Cris­to, é chamada tanto de era do ESPÍRITO SANTO como era da Igreja.

O ESPÍRITO e a Igreja em tudo agem de comum acordo. A Igreja sem o ESPÍRITO seria um corpo sem vida; e o ESPÍRITO sem a Igreja, uma força sem meio de ação. Por esta razão o ESPÍRITO e a Igreja são inseparáveis e sempre dirigidos um para o outro.

Ambos são anunciados e prometidos por JESUS durante o seu ministério terreno (Mt 16.18; Jo 7.39). Depois da ressurrei­ção de nosso Senhor, os dois aparecem juntos no plano da salvação. Finalmente, o ESPÍRITO e a Igreja estão unidos na mesma espera: o advento de JESUS CRISTO (Ap 22.17).



e. No livro de Atos dos Apóstolos. O ESPÍRITO SANTO rouba a cena neste livro que é padrão para a Igreja, tanto no sentido evangelístico como no administrativo e soci­al. Assim como nos evangelhos a presença do Filho de DEUS revelando e exaltando o Pai é o fato principal, também a presença do ESPÍRITO SANTO, exaltando e revelando o Filho de DEUS, preenche o campo inteiro de nossa visão em Atos - até nossos dias.

Cumprem-se assim as palavras de JESUS aos discípu­los: "Ele [o ESPÍRITO SANTO] habita convosco, e estará em vós" (Jo 14.17).



4. Com o Mundo

Nosso Senhor sintetizou a missão do ESPÍRITO: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da jus­tiça, e do juízo" (Jo 16.8).



a. "Do pecado, porque não crêem em mim" (Jo 16.9). Existem várias interpretações sobre o poder de convenci­mento do ESPÍRITO SANTO, sendo que as opiniões seguem mais ou menos assim: "As palavras de JESUS no versículo 9 apontam principalmente o tremendo pecado da rejei­ção ao Messias, do qual é antes de todos acusada a incrédula comunidade judaica" (At 3.18-20; 7.7,45;15.22).

Está em foco o pecado de rejeição, porquanto a Luz veio ao mundo, mas os homens a rejeitaram. JESUS "veio para o que era seu [os judeus], e os seus não o recebe­ram" (Jo 1.11). Com a vinda gloriosa do ESPÍRITO SANTO, todos foram convencidos deste pecado "contra" CRISTO.

Uma segunda interpretação diz respeito à poderosa atuação do ESPÍRITO na conversão do homem. O ESPÍRITO SANTO opera diretamente no coração do homem, e este se convence de que é um pecador de fato a vagar sem rumo nesta vida. O ESPÍRITO, então, mostra-lhe a cruz de CRISTO (Ap 22.17).



b. "Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais" (Jo 16.10). Temos aqui um avanço em rela­ção a idéia anterior, pois o ESPÍRITO SANTO agora não somente revela aos homens de que consiste o pecado, convencendo-os dessa realidade, mas também de que consiste a justiça. Em outras palavras, o ESPÍRITO de DEUS convence os homens da justiça de CRISTO.



c. "E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (Jo 16.11). O senso moral correto exige que os homens sejam recompensados ou punidos. Essa prova moral baseia-se na justiça de DEUS, que exige recebam a virtude e o vício as sanções que lhes são devidas: recom­pensa ou punição.

Aqui no mundo, as sanções da virtude e do vício são evidentemente insuficientes: muitas vezes o vício triun­fa, enquanto a virtude é humilhada. A justiça deseja que cada um seja tratado segundo as suas obras, e isto não pode ser feito senão por meio de CRISTO. O ESPÍRITO San­to, portanto, convence o mundo deste juízo por CRISTO (At 17.30,31). Em síntese, o ESPÍRITO SANTO convence o mundo:

• Do pecado: contra o CRISTO - crucificado.

• Da justiça: de CRISTO - glorificado.

• Do juízo: por CRISTO - diante do Trono Branco.

Por três vezes JESUS referiu-se ao ESPÍRITO SANTO como o "ESPÍRITO de verdade" (Jo 14.17; 15.26; 16.13). Signifi­ca que o ESPÍRITO SANTO é o Agente que conduz os homens a CRISTO, que é a Verdade, convence os homens de que tudo o que CRISTO falou era verdade, bem como da reali­dade do Juízo Final, diante do Trono Branco, efetuado por CRISTO ao lado do Pai.





AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

"O ESPÍRITO SANTO e Sua Pessoalidade

Tanto explícita como implicitamente, a Bíblia trata o ESPÍRITO SANTO como uma Pessoa distinta. "E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do ESPÍRITO; e é ele que segundo DEUS intercede pelos santos" (Rm 8.27). "O ESPÍRITO penetra todas as coisas" (1 Co 2.10). Desse modo, Ele age com inteligência e sabedoria (ver Efésios 1.17; Isaías 11.2). Ele tem emoções e pode ser entristecido ou ofendido (magoado, desgostado: Efésios 4.30; Isaías 63.10). Ele reparte dons "a cada um como quer" (1 Co 12.11). Ele guiou a Igreja Primitiva e dirigiu os principais movimentos missionários de forma nítida, específica e pessoal. (Ver Atos 13.2; 16.6). O apóstolo João até usa pronomes pessoais masculinos para indicar a pessoa do ESPÍRITO. (A palavra espírito em grego é sempre neutra, e exige, gramaticalmente, pronomes neutros).

Mais importante do que isso, a Bíblia deixa claro que homens e mulheres, os quais foram movidos pelo ESPÍRITO SANTO, conheciam-no de modo específico e pessoal.

[...] O ESPÍRITO SANTO fornecia calor, a dinâmica, e a alegria que caracterizavam todo o movimento do Evangelho no primeiro século. Cada parte da vida diária dos crentes, inclusive seu trabalho e sua adoração, era dedicada a CRISTO JESUS como Senhor e estava sob a orientação do ESPÍRITO SANTO" (HORTON, Stanley M. A Doutrina do ESPÍRITO SANTO. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 8,9).



Subsídio Teológico

"O ESPÍRITO SANTO e Sua Pessoalidade

Tanto explícita como implicitamente, a Bíblia trata o ESPÍRITO SANTO como uma Pessoa distinta. "E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do ESPÍRITO; e é ele que segundo DEUS intercede pelos santos" (Rm 8.27). "O ESPÍRITO penetra todas as coisas" (l Co 2.10). Desse modo, Ele age com inteligência e sabedoria (ver Efésios 1.17; Isaías 11.2). Ele tem emoções e pode ser entristecido ou ofendido (magoado, desgostado: Efésios 4.30; Isaías 63.10). Ele reparte dons "a cada um como quer" (1 Co 12.11). Ele guiou a Igreja Primitiva e dirigiu os principais movimentos missionários de forma nítida, específica e pessoal. (Ver Atos 13.2; 16.6). O apóstolo João até usa pronomes pessoais masculinos para indicar a pessoa do ESPÍRITO. (A palavra espírito em grego é sempre neutra, e exige, gramaticalmente, pronomes neutros).

Mais importante do que isso, a Bíblia deixa claro que homens e mulheres, os quais foram movidos pelo ESPÍRITO SANTO, conheciam-no de modo específico e pessoal.

[...] O ESPÍRITO SANTO fornecia calor, a dinâmica, e a alegria que caracterizavam todo o movimento do Evangelho no primeiro século. Cada parte da vida diária dos crentes, inclusive seu trabalho e sua adoração, era dedicada a CRISTO JESUS como Senhor e estava sob a orientação do ESPÍRITO SANTO" (HORTON, Stanley M.) A Doutrina do ESPÍRITO SANTO. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp. 8,9).



VOCABULÁRIO

Fidedigno: Digno de fé.

Intragável: Insuportável.

Atributo: Aquilo que é próprio de um ser.

Exercício Volitivo: Exercício da vontade.



BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HORTON, Stanley M. A Doutrina do ESPÍRITO SANTO. 4. ed. Rio de janeiro: CPAD,1995.

HORTON, Stanley M. et alI. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10. ed. Rio de janeiro: CPAD, 2006.

BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. 4. ed. Rio de janeiro: CPAD, 2005.



Leia a Revista Ensinador Cristão CPAD, n. 46, p. 36.

Subsídio Teológico

"Verbalização Inspirada pelo ESPÍRITO SANTO Antes do Pentecostes

No Antigo Testamento, o ESPÍRITO SANTO se manifestou em uma variedade de formas. De fato, virtualmente tudo o que o Novo Testamento fala sobre sua obra e seu ministério já foi encontrado, de algum modo, no Antigo Testamento. Mas, no Antigo Testamento, a obra recorrente com mais características do ESPÍRITO é aquela de verbalização inspirada. Os livros proféticos, tanto os maiores quanto os menores, são vistos na dedução de que o ESPÍRITO inspirou os escritores: "Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO" (2 Pe 1.21). Além disso, houve muitas situações em que as pessoas profetizaram oralmente sob a ação do ESPÍRITO. Repetidamente, encontramos relatos de pessoas profetizando quando o ESPÍRITO do Senhor veio sobre elas (por exemplo, Nm 11.25,26; 24.2,3; 1 Sm 10.6,10; 19.20,21). A inspiração oral do ESPÍRITO para profetizar é o elo que conecta as verbalizações oraculares do Antigo Testamento com: (1) a predição de Joel de que um dia todo o povo de DEUS iria profetizar UI 2.28,29) e (2) o desejo intenso de Moisés - o próprio Moisés sendo um profeta - de que todo o povo de DEUS fosse profetizar (Nm 11.29).

À luz de tudo isso, vemos uma conexão clara entre as verbalizações inspiradas pelo ESPÍRITO no Antigo Testamento e experiências comparáveis às de pessoas no pré-pentecostes, incidentes neotestamentários registrados em Lucas 1 a 4. Isso traz à compreensão correta de que o conceito de profetizar é focalizado na fonte e não necessariamente inclui um elemento preditivo. Mas esses registros no Evangelho de Lucas antecipam os derramamentos maiores e mais inclusivos do ESPÍRITO registrados no livro de Atos. Será instrutivo ver como as experiências de crentes com o ESPÍRITO em Atos se relacionam com aquelas de seus predecessores. Essa volta ao Antigo Testamento e Lucas 1 a 4 para uma compreensão do cumprimento da profecia de Joel é indispensável, porque estabelece uma ligação clara entre as experiências dos crentes do Novo Testamento e aquelas dos tempos antigos" (PALMA, Anthony D. O Batismo no ESPÍRITO SANTO e com Fogo: Os Fundamentos Bíblicos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 54,55).



Vi no http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-mp-2tr11-quemeoespiritosanto.htm










segunda-feira, 11 de abril de 2011

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Você Tem Livre-Arbítrio? Sim, É a Única Escolha



John Tierney




Suponha que Mark e Bill vivem num universo determinístico. Tudo que acontece esta manhã – como a decisão de Mark de usar uma camisa azul, ou a última tentativa de Bill de pentear os cabelos de forma a tampar uma falha – é completamente causado pelo que quer que tenha acontecido antes disso.




Se você recriasse este universo tendo como início o Big Bang e deixasse todos os eventos procederem exatamente da mesma forma até esta mesma manhã, então a camisa azul é tão inevitável quanto o penteado.



Vamos às perguntas de filósofos experimentais:



1) Neste universo determinístico, é possível que uma pessoa seja plenamente responsável moralmente por suas ações?



2) Este ano, como frequentemente tem feito no passado, Mark planeja burlar seus impostos. Ele é plenamente responsável moralmente por suas ações?



3) Bill se apaixona por sua secretária e decide que a única forma de estar com ela é assassinando sua mulher e três filhos. Antes de partir em viagem, ele planeja estes assassinatos enquanto estiver fora. Bill é plenamente responsável moralmente por suas ações?



A um filósofo classico, estas são apenas três versões da mesma pergunta sobre o livre-arbítrio. Mas à nova classe de filósofos que testam respostas das pessoas a conceitos como determinismo, há diferenças cruciais, como Shaun Nichols explica na presente edição da revista Science.



A maioria dos entrevistados absolvirá a pessoa não especificada na Pergunta 1 de plena responsabilidade por suas ações, e uma maioria também deixará Mark em paz por sua trapaça nos impostos. Mas não Bill. Ele é completamente responsável por seu crime abominável, de acordo com mais de 70 por cento das pessoas interrogadas pelo Dr. Nichols, um filósofo experimental na Universidade do Arizona e seu colega de Yale, Joshua Knobe.



Bill está sendo julgado de forma ilógica? De certa forma, sim. A sequência de raciocínio pode parecer falha a alguns filósofos, e a crença no livre-arbítrio pode parecer ingênua aos psicólogos e neurocientistas, que defendem que somos conduzidos por forças além de nosso controle consciente – um argumento que o advogado de Bill poderia acabar apropriando para apresentar no tribunal.



Mas de outra forma faz sentido perfeitamente considerar Bill plenamente responsável pelo assassinato. Seus juízes pragmaticamente intuem que, não importa se o livre-arbítrio existe ou não, nossa sociedade depende de todos acreditarem que ele existe. Os benefícios desta crença têm sido demonstrados em outra pesquisa, mostrando que quando as pessoas duvidam do livre-arbítrio, elas não se comportam bem em seus empregos e são menos honestas.



Em uma experiência, algumas pessoas leem uma passagem de Francis Crick, o biólogo molecular, afirmando que o livre-arbítrio é uma velha noção esquisita não mais levada a sério por intelectuais, especialmente os psicólogos e os neurocientistas. Depois, quando comparados com um grupo de controle que leem uma passagem diferente de Crick (que morreu em 2004), estas pessoas expressam mais ceticismo sobre o livre-arbítrio – e prontamente relaxam em sua moral enquanto fazem um teste de matemática.



Pedidos para resolverem uma série de problemas aritméticos em um exame computadorizado, elas trapaceiam ao obter as respostas através de um defeito no computador que eles foram solicitados a não utilizar. O suposto defeito, obviamente, foi colocado lá como uma tentação pelos pesquisadores, Kathleen Vohs da Universidade de Minnesota e Jonathan Schooler da Universidade da California, Santa Bárbara.



Em uma experiência de acompanhamento, os psicólogos fizeram um outro teste no qual se prometia às pessoas 1 dólar por cada resposta correta – e tinham que compilar suas próprias contagens. Exatamente como a Dra. Vohs e o Dr. Schooler temiam, as pessoas eram mais prováveis de trapacear após serem expostas anteriormente a argumentos contra o livre-arbítrio. Estas pessoas iam para casa com mais dinheiro indevido do que as outras pessoas.



Este comportamento no laboratório, os pesquisadores notaram, correspondem aos estudos nas recentes décadas mostrando um aumento no número de estudantes que admitem trapacear. Durante este mesmo período, outros estudos têm mostrado uma diminuição na crença popular no livre-arbítrio (embora ele ainda seja vastamente mantido).



“Duvidar do livre-arbítrio do homem pode enfraquecer o sentido da pessoa como agente,” concluíram os Drs. Vohs e Schooler. “Ou, talvez, negar o livre-arbítrio simplesmente fornece a última desculpa para comportar-se como alguém deseja.”



Isso poderia incluir esquivar-se de suas tarefas no emprego, de acordo com outro estudo feito pela Dra. Vohs junto com uma equipe de psicólogos liderados por Tyler F. Stillman da Universidade do Sul de Utah. Eles foram a uma agência de empregos de trabalho por dia munidos de questionários para uma amostra de trabalhadores preencherem confidencialmente.



Estes questionários foram baseados em um instrumento de pesquisa previamente desenvolvido chamado Escala do Livre-Arbítrio e do Determinismo. Era solicitado aos trabalhadores quão vigorosamente eles concordavam com afirmações como “A força da mente pode sempre superar os desejos do corpo” ou “As pessoas podem superar quaisquer obstáculos se elas confiantemente quiserem” ou “As pessoas não escolhem estar nas situações em que acabam estando – isto simplesmente acontece.”



Os psicólogos também mediram outros fatores, incluindo a satisfação geral dos trabalhadores com suas vidas, quão dispostos sentiam, quão vigorosamente eles apoiavam uma ética de trabalho árduo. Nenhum destes fatores foi um indicador confiável de sua verdadeira performance no emprego, conforme avaliação de seus supervisores. Mas quanto mais os trabalhadores pontuavam na escala da crença no livre-arbítrio, melhores suas avaliações no emprego.



“O livre-arbítrio guia as escolhas das pessoas rumo a serem mais morais e terem um desempenho melhor,” diz a Dra. Vohs. “É adaptável para as sociedades e indivíduos manterem uma crença no livre-arbítrio, como ajuda as pessoas se elas aderem a códigos culturais de conduta que sinalizam resultados de vidas saudáveis, abundantes e felizes.”



Os conceitos intelectuais de livre-arbítrio podem variar consideravelmente, mas parece haver uma crença instintiva realmente universal no conceito que começa desde cedo. Quando crianças com idade entre 3 e 5 veem uma bola rolando para dentro de uma caixa, elas dizem que a bola não poderia ter feito outra coisa. Mas quando elas veem uma pesquisadora colocando sua mão na caixa, elas insistem que ela poderia ter agido de outra forma.



A crença parece persistir não importa onde as pessoas cresçam, como os filósofos experimentais descobriram quando interrogaram adultos em diferentes culturas, incluindo Hong Kong, Índia, Colômbia e os Estados Unidos. Não importam suas diferenças culturais, as pessoas tendem a rejeitar a noção de que elas vivem em um mundo determinístico sem livre-arbítrio.



Elas também tendem a concordar, através das culturas, que uma pessoa hipotética em um mundo hipoteticamente determinístico não seria responsável por seus pecados. Esta mesma lógica explica por que elas desculpariam a evasão de impostos de Mark, um crime que não tem uma vítima evidente. Mas essa lógica não vigora quando as pessoas são confrontadas com o que os pesquisadores chamam de uma transgressão de “alta afetação”, um crime emocionalmente perturbador como o assassinato de Bill de sua família.



“São dois diferentes tipos de mecanismos no cérebro,” diz Alfred Mele, um filósofo na Universidade do Estado da Flórida, que dirige o projeto Grandes Questões do Livre-Arbítrio. “Se você contasse às pessoas uma história abstrata e fizesse uma pergunta hipotética, você estaria preparando o mecanismo supositivo em suas cabeças. Mas sua suposição pode não estar de acordo com sua reação intuitiva a uma história detalhada sobre alguém fazendo alguma coisa sórdida. Como os pesquisadores mostraram, a suposição padrão das pessoas é que elas realmente têm livre-arbítrio.”



Num nível abstrato, as pessoas parecem ser o que os filósofos chamam de incompatibilistas: aqueles que acreditam que o livre-arbítrio é incompatível com o determinismo. Se tudo que acontece é determinado pelo que aconteceu antes, pode parecer somente lógico concluir que você não pode ser moralmente responsável por sua próxima ação.



Mas há também uma escola de filósofos – de fato, talvez a escola majoritária – que considera o livre-arbítrio compatível com sua definição de determinismo. Estes compatibilistas creem que fazemos escolhas, ainda que estas escolhas sejam determinadas por eventos e influências anteriores. Nas palavras de Arthur Schopenhauer, “O homem pode fazer o que ele quer, mas ele não pode querer o que ele quer.”



Isso soa confuso – ou ridiculamente ilógico? O compatibilismo não é fácil de explicar. Mas ele parece estar de acordo com nosso instinto que Bill é moralmente responsável mesmo se ele estivesse vivendo em um universo determinístico. O Dr. Nichols sugere que seu experimento com Mark e Bill mostra que em nossos cérebros abstratos somos incompatibilistas, mas em nossos corações somos compatibilistas.



“Isto ajudaria a explicar a insistência da disputa filosófica sobre o livre-arbítrio e a responsabilidade moral,” escreve o Dr. Nichols na revista Science. “Parte da razão da questão do livre-arbítrio ser tão perdurável é que cada posição filosófica tem uma série de mecanismos psicológicos dando apoio a ele.”



Alguns cientistas gostam de rejeitar a crença intuitiva no livre-arbítrio como um exercício de ilusão própria – um instante ingênuo de “confabulação”, como coloca Crick. Mas estes supostos peritos estão iludindo-se se acham que a questão foi resolvida. O livre-arbítrio jamais foi contraditado cientificamente ou filosoficamente. Quanto mais os pesquisadores investigam o livre-arbítrio, mais boas razões há para acreditarem nele.



Tradução: Paulo Cesar Antunes



http://www.nytimes.com/2011/03/22/science/22tier.html?pagewanted=1&_r=2&emc=eta1



Vi no http://www.arminianismo.com/



sexta-feira, 8 de abril de 2011

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Podemos impor valores cristãos a uma sociedade secularizada?





Ultimamente, a Igreja cristã tem procurado resgatar sua relevância na sociedade, manifestando-se contra algumas tendências e comportamentos. Manifestos contrários à Lei de Homofobia, ao aborto, à pesquisa com célula-tronco extraída de embriões humanos, à corrupção, à violência e outros. Não questionamos a motivação que tem levado a Igreja a posicionar-se perante a sociedade com relação a esses assuntos. Contudo, cremos que devemos avaliar a eficácia de tais manifestos.






Antes de buscarmos respostas nas Escrituras Sagradas, devo expor minha insatisfação ao perceber que a Igreja cristã contemporânea parece tão preocupada com questões de cunho moral, ao passo que deixa de dar a devida importância a questões relacionadas à justiça social, tais como, a má distribuição de renda, a reforma agrária, a política econômica, os juros altos, etc.





Cremos piamente que a Igreja faz bem em envolver-se com qualquer questão que diga respeito ao ser humano. Não podemos ser um povo alienado, indiferente aos problemas deste mundo. Temos o dever cristão de participar, arregaçar as mangas e trabalhar por um mundo mais justo, e, conseqüentemente, mais seguro e próspero.





Como devemos posicionar-nos quanto a temas importantes como esses?





Quando a Igreja Primitiva dava seus primeiros passos, uma das instituições mais antigas e perversas da sociedade estava em pleno vigor. Trata-se da escravidão. Como os crentes deveriam reagir diante da injustiça da escravidão? Não vemos os apóstolos promovendo manifestos públicos para denunciar a escravidão, nem mesmo comparecendo perante as autoridades para reivindicar o seu fim.





Todas as sociedades da época eram constituídas de classes, das quais os escravos eram a base. Se a escravidão fosse abolida repentinamente, o mundo ruiria.





Mesmo sabendo que tal instituição era contrária à justiça do Reino, os cristãos preferiram conviver com ela por algum tempo, até que ela se definhasse por completo, através da proclamação do Evangelho do Reino. À medida que a mensagem libertária de Cristo era pregada, e a sociedade obtinha a consciência de que todos os homens eram iguais, a escravidão ia perdendo sua força.





A carta de Paulo a Filemom nos revela a maneira como o maior evangelista da época tratou deste assunto. Filemom era um novo convertido, que devido à sua privilegiada situação econômica, possuía escravos. Paulo não começa sua epístola criticando-o por isso. Pelo contrário, ele dá testemunho de que o que ouvira falar de Filemom, revelava um homem íntegro, cheio de “amor e fé” para com Cristo e todos os santos (v.5). De maneira discreta, o apóstolo revela sua preocupação através de uma oração:





“Oro para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em nós há para com Cristo” (v.6).





Como podemos comunicar a nossa fé de maneira eficaz? Como podemos tornar conhecido todo o bem de que Cristo nos tem feito participantes? Eis a questão principal dessa epístola! E eis a questão sobre a qual quero me debruçar neste artigo. Não basta comunicar nossa fé através de um conjunto de doutrinas. É necessário comunicar a nós mesmos. E para que isso seja possível, devemos amar àqueles com quem desejamos compartilhar os valores do Reino de Deus. O mesmo apóstolo escreve aos Tessalonicenses:





“Antes fomos brandos entre vós, como a mãe que acaricia seus próprios filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque nos éreis muito queridos” (1 Ts.2:7-8).





Ninguém vai conquistar corações descrentes tentando impor suas crenças e valores. Temos que conquistar seus corações, antes de tentarmos conquistar suas mentes. Temos que expor nosso amor, antes de propor nossos valores.





Ora, embora Paulo estivesse tratando com um fiel, e não com um descrente, ele preferiu dirigir-se primeiro ao coração de Filemom.





“Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, também agora, prisioneiro de Cristo Jesus” (vv.8-9).





Se com um fiel deve-se falar desta maneira, imagina com descrentes!





Hoje em dia, muitos pastores, além de quererem dominar o rebanho de Deus, querem também impor sua autoridade ao mundo. Bem fariam se dessem ouvidos ao velho Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe.5:2-3).





Impetuosidade não nos leva a lugar algum. Tanto Paulo, quanto Pedro, chegaram a esta conclusão depois de velhos. Em vez de simplesmente “mandar”, “ordenar”, Paulo preferiu “solicitar em nome do amor”.





As pessoas só deixarão determinadas práticas, quando tiverem suas consciências iluminadas pelo amor. Quem pensa, por exemplo, que proibindo o aborto vai coibir o avanço desta prática nefasta, está equivocado. As clínicas clandestinas agradecem qualquer tentativa de impedir que o aborto seja regularizado no País.





A carta de Paulo não tinha a pretensão de condenar a instituição da escravidão. Pelo menos, não diretamente. Seu objetivo era interceder por um escravo em especial, Onésimo.





“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei em minhas prisões. Outrora ele te foi inútil; mas agora a ti e a mim muito útil. Mando-o de volta a ti, a ele que é o meu coração” (vv.10-12).





Onésimo era escravo de Filemom. Por algum motivo que não é revelado, Onésimo foi preso. Talvez tenha desfalcado seu senhor, ou cometido algum outro crime. Na prisão, conheceu o apóstolo, e acabou se convertendo a Cristo. Após cumprir pena, Onésimo voltaria às ruas. Mas pra onde iria? Um escravo não tinha alternativa, senão a casa de seu amo. Ele trazia marcas em seu corpo que o identificava como escravo, e por isso, estava fadado a ser reconhecido como tal pelo resto de sua vida. Ninguém se atreveria lhe abrir as portas. Na casa de seu amo, ele teria trabalho, comida e moradia. Seu dilema agora era saber se seu amo o receberia de volta. Caso não o recebesse, sua única opção seria a mendicância.





Era assim que a sociedade da época era estruturada. Isso não mudaria de uma hora pra outra. Quando o Brasil, pressionado pela coroa inglesa, promoveu a abolição da escravatura, os escravos alforriados não tiveram pra onde ir, e foi isso que deu origem aos bolsões de miséria, hoje conhecidos como favelas, nas encostas dos morros das grandes cidades.





Imagine como a igreja cristã deveria se portar diante de uma questão social como a poligamia. Em alguns países, a poligamia não apenas é aturada, mas também estimulada. Países onde o número de mulheres é muito maior do que de homens, devido às constantes guerras. Sem a possibilidade da poligamia, muitas mulheres morreriam de fome, pois em algumas dessas sociedades, elas sequer podem trabalhar pela sobrevivência. Não bastaria a igreja se manifestar contrária a este modelo familiar. Se os maridos resolvessem liberar suas várias esposas, pra onde elas iriam? E se os pais não as recebessem de volta? É claro que tanto a escravidão, quanto a poligamia são práticas condenadas pelas Escrituras. Mas isso não nos dá o direito de simplesmente impor nossos valores de maneira inconseqüente e irresponsável.





Antes de enviar Onésimo de volta ao seu amo, Paulo apela à sensibilidade de Filemom. “Eu bem quisera conservá-lo comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho. Mas nada quis fazer sem o teu consentimento, para que o teu benefício não fosse como que por força, mas voluntário” (vv.13-14).





Pelo jeito, nosso amigo Onésimo deu um grande prejuízo a Filemom. Paulo queria que ele fosse recebido de volta, mas com o valor que lhe era conferido pelo Evangelho. Então, o que fez Paulo? O valorizou. Mostrou ao seu antigo senhor o quão útil Onésimo lhe seria, caso o mantivesse consigo.





Se quisermos revelar ao mundo o valor que tem o casamento, não precisamos sair por aí condenando os adúlteros, mas valorizar nossos cônjuges aos olhos de todos. Feridas não precisam ser ainda mais abertas, mas devidamente tratadas.





“Bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor” (vv.15-16).





Paulo intentava convencer Filemom que receber Onésimo na condição de irmão representaria lucro em vez de prejuízo. Precisamos convencer o mundo que o casamento não é uma instituição falida, e que é melhor ter uma esposa do que uma amante. Temos que mostrar ao mundo o prejuízo que é fazer as coisas de maneira inversa àquilo que Deus planejou. As pessoas devem ser convencidas de que vale a pena fazer as coisas do jeito certo.





Um filho é melhor do que um aborto. Um casamento é melhor do que uma aventura amorosa. É melhor a justiça com segurança e paz, do que a corrupção acompanhada de pavor e violência.

Finalmente, Paulo dá o retoque final ao seu argumento em nome do amor:





“Portanto, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, lança-o na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de meu próprio punho, eu o pagarei, para não te dizer que ainda a ti mesmo a mim te deves” (vv.17-19).





Quem paga a conta?





Todos sonhamos ver este mundo restaurado, com suas instituições devidamente reformadas, livre da injustiça, da corrupção, e de todo mal. Entretanto, quem se dispõe a pagar o preço por isso? Ninguém quer ficar no prejuízo. É muito fácil dizermos a uma menina grávida de seu estuprador para que não aborte. Mas quem se dispõe a ajudá-la a criar seu filho?





Lembro de uma mulher que ligou para um programa de rádio que eu conduzia. Ela chorava muito, e dizia que estava diante de uma janela, pronta a se arremessar. Tentei acalmá-la, e pedi que me contasse o que estava havendo. Ela me explicou que havia crescido em uma igreja evangélica extremamente legalista, mas que se desviara e se tornara numa garota de programa. Pra piorar as coisas, ela se engravidou de uma dos seus clientes, mas tinha a menor idéia de qual deles era a criança. Foi um momento muito difícil para mim, pois nossa conversa estava sendo ouvida por milhares de pessoas, e se ela resolvesse pular da janela, eu me sentira culpado pro resto de minha vida. Deixei que o Espírito Santo pusesse palavras em meus lábios, que a dissuadiram de pular. Instei com ela para que voltasse pra igreja. Ela argumentou comigo, dizendo que todas as vezes que ela pôs os pés em sua antiga igreja, as pessoas lhe olhavam de cima a baixo, julgando-a e condenando-a. Em vez de amor, ela só encontrava juízo. Mesmo sustentando sua família com o dinheiro advindo da prostituição e de filmes pornográficos, sua família a rejeitava.





Depois de muitas lágrimas, ela aceitou orar comigo, reconciliando-se com Deus. Após a oração, ela pediu pra conversar comigo fora do ar. Contou-me que tinha um contrato com uma produtora internacional de filmes pornôs, e que, se ela resolvesse abandonar aquela vida, teria que pagar uma alta soma por quebra de contrato. Procurei mostrar a ela que todo o dinheiro que aquela vida lhe dava não valia a pena, e que, mesmo sofrendo eventuais prejuízos, nada seria melhor do que voltar-se para Cristo. Será que a igreja está preparada para receber pessoas assim?





Outra vez, recebi um homossexual em meu gabinete. Ele começou a chorar, e a dizer que sentiu confiança em nos ouvir pelo rádio. Segundo ele, todas as igrejas por onde passara, o rejeitaram. Ninguém se dispusera a ajudá-lo. É muito fácil julgar, condenar, ou mesmo ignorar tais pessoas. Difícil é amá-las e acolhê-las como Jesus teria feito em nosso lugar.





Paulo se dispôs a pagar por qualquer prejuízo que Onésimo houvesse dado a Filemom. E quanto a nós, será que estamos prontos a arcar com os custos e implicações da mensagem do Reino de Deus?





Estaríamos prontos para lidar com os efeitos colaterais de um verdadeiro avivamento, como aquele que varreu o País de Gales, encerrando as portas dos prostíbulos e bares?
 
 
 
 
Vi no http://www.hermesfernandes.com/
 
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Os efeitos perniciosos do ufanismo





Já vivi encantado pelo otimismo. Afirmei com contundência que a sorte é bumerangue que sempre volta com fortuna. Cantei com um público frenético: “Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida dos ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Quantos casamentos celebrei que terminaram em divórcio. Por que não confessar a infantilidade? Repeti jargões ufanistas sem levar às últimas consequências minhas afirmações . Pior, capitalizei em cima de ilusões.




Percebo que não estou só. Políticos e conferencistas motivacionais ladeiam líderes religiosos a repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém lhes prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria marido “no tempo certo”. Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que “o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios”. Pais e mães se perderam existencialmente porque jamais cogitaram um câncer “permitido” em uma família piedosa e obediente.



É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que “um dia chegarão” - mas que não chegam nunca; ver pessoas debitando paradoxos e agruras nos “paradoxos” e “mistérios insondáveis da eternidade”.



Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas. Faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados. Professores da rede pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha com o triunfalismo? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos sucessivos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem.



Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica deste país, assimétrica, não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (basta ver a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida. Homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas. Mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia. Rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o saláro de balconista.



Não se deve desprezar a realidade em nome da uma esperança fantasiosa. Não se deve negligenciar injustiça social em nome de intervenções de Deus. Não se deve perpetuar ilusão em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de descolar meu discurso da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias.



Não há outro caminho senão assumir compromisso com a verdade. E lutar dentro dela. Obrigo-me não à verdade metafísica, absolutizada dos dogmas ou da filosofia. Abraço a verdade que o cotidiano impõe e esperneio para transformá-la. Acredito que só é possível promover a liberdade quando ensinar que o engano não conduz a lugar nenhum senão a decepção. – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”. Para que o mundo seja minimamente transformado não há outro recurso senão embrenhar-se na vida como ela é, arregaçar as mangas e lutar.



Soli Deo Gloria.



Vi no http://www.ricardogondim.com.br/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

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Tsunamis: Ou, Por que Eu Não Sou Mais Calvinista

Kyle Roberts




Os tsunamis são ordenados por Deus? Ou há um jeito melhor de pensar no sofrimento natural? A resposta se encontra na liberdade dada à criação e no mundo natural.








Eu era um calvinista.







Todavia, havia coisas no Calvinismo como um sistema teológico com as quais eu nunca concordei. Eu tinha dificuldade em aceitar a “providência meticulosa”, a ideia que Deus planeja que todos os acontecimentos aconteçam da forma específica que eles acontecem. Uma analogia comum para este ponto de vista da soberania de Deus sobre a história é “Deus como um autor”. Deus escreve a narrativa da história criacional. Todo acontecimento, grande ou pequeno, feliz ou terrível, é incluído nessa narrativa por um propósito específico – todos eles servem à glória de Deus e ao bem-estar dos eleitos.







Mas é aqui que mora o problema: Não dá para concordar com uma teologia que insiste que tsunamis e outros desastres foram intencional e especificamente pretendidos por Deus acontecer exatamente como eles acontecem por uma razão individual e particular.







Muitos calvinistas acham consolo na convicção de que Deus tem controle absoluto de cada aspecto da vida. Alguns argumentam que se Deus não estivesse meticulosamente dirigindo os tempos difíceis, incluindo tragédias nacionais e catástrofes globais, por que deveríamos esperar que ele dirigisse os bons momentos? Este é um ponto justo. Se Deus não estivesse “no controle” do tsunami, por que deveríamos supor que ele estivesse no controle da incerteza do nascimento de uma criança ou de uma árdua e frustrante procura de emprego? É tudo ou nada. Correto?







Será mesmo? A providência somente conta se Deus for um micro-gerenciador? Deus pode ser um micro-gerenciador e ainda ser soberano sobre o presente e o futuro? Deus pode estar no comando do todo mas não no controle de cada detalhe? Creio que sim. E penso que este é o tema geral do testemunho escriturístico.







Há uma diferença significativa entre a vontade permissiva de Deus (aquela que ele permite acontecer ainda que não queira ou pretende ativamente) e a vontade determinadora (aquela que ele ativamente deseja, com isso assegurando que aconteça exatamente como acontece por uma razão específica). Esta linha divide o arminiano do calvinista – pelo menos na questão da providência. David Bentley Hart, em The Doors of the Sea: Where Was God in the Tsunami?, sugere que esta distinção permite a realidade do sofrimento inexplicável, o tipo que não é nem divinamente intencionado nem propositado. Sofrimento aparentemente sem sentido pode na verdade ser sem sentido; isto é, ele pode não ter nenhuma referência direta a algum propósito divino específico, imediato ou alguma explicação que faz valer a pena a dor.







Mas mais pode ser dito sobre os desastres naturais além de que eles não são divinamente pretendidos para propósitos específicos?







Terence Fretheim, em Creation Untamed: The Bible, God and Natural Disasters, sugere que uma explicação correta dos desastres naturais e o sofrimento que eles causam pode ser encontrada em uma teologia bíblica adequada da criação. Gênesis nos conta que Deus criou o mundo bom – não perfeito ou completo. Os elementos da criação carregavam dentro de si mesmos a liberdade e a responsabilidade para continuar o processo da criação – embora não à parte do envolvimento contínuo e providencial de Deus. Liberdade, caos e até os desastres naturais estão incrustados na própria trama da vida. Com a vida vem a morte. Com a alegria vem a dor. A terra gira, placas tectônicas se deslocam e a história do mundo segue em frente. Junto com a beleza, a majestade e o mistério da vida, há dor, morte e tragédia. No meio disto, Deus não está distante, afastado ou impassível, mas envolvido, interessado e empático. De fato, ele mesmo participa, unindo-se à própria criação através da encarnação do Filho e da presença constante do Espírito.







Com o ato inicial de Deus da criação, teologicamente descrita em Gn 1-2, ele continua a criar através das “capacidades criativas daquilo que não é Deus” (19). Ele introduz liberdade dentro dos processos da vida para os seres criados continuarem o processo da criação, embora sob a supervisão última de Deus. A natureza não é um produto acabado mas um processo dinâmico, “caracterizado por uma notável irrestringibilidade” (17), no qual até a terra e a água estão envolvidas como sujeito e objeto nesta criação contínua.







Segundo esse modelo, o teólogo e cientista John Polkinghorne tem argumentado em favor do ponto de vista do “processo livre” da providência de Deus. Assim como os humanos são livres para escolher suas ações, da mesma forma Deus introduziu liberdade dentro da própria trama da criação. A física quântica confirma um tipo de indeterminação, abertura e possibilidade no próprio nível fundamental da realidade natural. Isto tudo implica que o caos e o perigo necessariamente acompanham a ordem e a beleza do mundo natural enquanto ele se desenrola através da história.







O resultado desta dinânima, interdependente e contínua criação é um mundo geralmente imprevisível e desordenado, vulnerável à realidade do sofrimento e da morte. O sofrimento “natural” (ou moralmente neutro), tais como aqueles causados por tsunamis, tornados e terremotos, é regularmente intensificado pela interação e dinâmica do mal moral humano. Quando as sociedades mostram pouca ou nenhuma preocupação com os pobres que vivem – geralmente en masse – em abrigos inadequadamente construídos e estruturados, um desastre natural como um terremoto ou tsunami pode ter efeitos tragicamente devastadores. (Para uma exposição convincente deste ponto, veja Where is God? Earthquake, Terrorism, Barbarity and Hope, de Jon Sobrino.)







A disparidade econômica pode ajudar a explicar a diferença na extensão da devastação e da perda de vida entre os desastres naturais em contextos de terceiro mundo (ou mundo em desenvolvimento) e aqueles em sociedades industrializadas, de primeiro mundo. Incontáveis pessoas estão vulneráveis a desastres de proporções inconcebivelmente trágicas simplesmente porque são pobres. Obviamente, a prosperidade e a tecnologia não exclui incomensuravelmente o sofrimento trágico também. Para isto precisamos somente testemunhar a possibilidade de consequências devastadoras e difundidas devido ao potencial desastre nuclear do Japão.







Há uma importante consideração teológica aqui que devemos explicitar. Muitos teólogos de tendência arminiana que foram existencialmente e teologicamente perturbados pelo problema do mal e sofrimento sentiram necessidade de negar o preconhecimento de Deus dos eventos futuros a fim de manter a genuína liberdade e absolver Deus da responsabilidade pelo sofrimento do mundo. Tanto Fretheim quanto Polkinghorne, por exemplo, são “teístas abertos” que creem que um futuro verdadeiramente aberto implica que pode não haver (logicamente falando) nenhum conhecimento anterior dele – até mesmo por Deus.







Mas não é necessário pegar esta rota. Um arminiano clássico pode opor dizendo que o preconhecimento de Deus do futuro não implica a sua causalidade. Só porque Deus pode ter conhecido o que vai acontecer não necessita que ele tenha causado, determinado ou ordenado. Não há nenhum elo causal necessário entre o preconhecimento de um evento e o próprio evento. Obviamente, alguém pode ainda querer saber por que, se Deus sabia, ele não interferiu? Assumindo que Deus sabia que o Japão iria ser engolfado, ele não poderia ter interferido? Por que então ele não interferiu? Ou, numa escala maior, se Deus sabia que o mundo que ele criaria conteria tsunamis e terremotos, por que ele não tomou um caminho diferente? Por que não por limites no sofrimento natural mais do que ele aparentemente tem colocado?







Seguramente, em um nível nós podemos admitir que Deus poderia ter interferido. Na verdade, quem sabe com que frequência – e de que maneira – Deus interfere? Talvez ele poderia ter milagrosamente impedido o terremoto, em primeiro lugar, ou contido as águas subsequentemente. Mas ele faria isto toda vez? Se sim, por quê? Sobre qual base esperaríamos que estas ponderações fossem feitas? Por qual critério? Que Deus nunca permitiria que experimentássemos dificuldade, tragédia e morte? Isso certamente seria um mundo bem diferente do que este que atualmente habitamos. Nossa esperança encontra-se na promessa de Deus de restaurar, renovar, ou completamente recriar este mundo quando fizer vir o próximo. Mas é razoável supor que nosso mundo presente, com sua liberdade, mistério e tragédia embutidos fornece ocasiões para a fé em Deus, esperança em suas promessas e amor por aqueles que ele criou.







É prudente reconhecer o fato que o mundo em que vivemos é ao mesmo tempo perigoso e misterioso, belo e trágico. Mas não temos que supor, mesmo em princípio – mesmo se somos ou não cuidadosos em não fornecer motivações ou intenções divinas – que há uma propósito divino particular, “meticuloso”, para cada tragédia. Elas são parte do mundo em que vivemos. É um mundo belo, mas é também um mundo arruinado e caído, um que aguarda a sua liberação final.







Fonte: http://www.patheos.com/Resources/Additional-Resources/Tsunamis-Or-Why-Im-No-Longer-a-Calvinist-Kyle-Roberts-03-22-2011?offset=0&max=1





Tradução: Paulo Cesar Antunes




Vi no http://www.arminianismo.com/
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Romanos






Autor - Paulo


Data - 56-57 AD

Local - Corinto - hóspede de Gaio

Fim da 3ª viagem missionária

Objetivo - Conseguir ajuda para chegar à Espanha



Romanos 1





1 Eu, Paulo, servo de Cristo Jesus, escrevo esta carta. Deus me chamou e me separou para ser seu apóstolo, a fim de que eu anuncie a boa notícia do evangelho de Deus.





Paulo sabe de quem é: de Cristo é escravo; sabe que é missionário e sabe que notícias tem de dar: as que vem de Deus.





2 Há muito tempo essa boa notícia foi prometida por Deus, por meio dos seus profetas, e escrita nas Escrituras Sagradas.





Sabe que está ligado a uma história, ele não inventa, apresenta: as notícias de que, primeiro, falaram os profetas.





3 Ela fala a respeito do Filho de Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, como ser humano, foi descendente do rei Davi. E, quanto à sua santidade divina, a sua ressurreição provou, com grande poder, que ele é o Filho de Deus.





As boas notícias sobre o Filho de Deus, que viria pela descendência de Davi - graças a José.





4 Ela fala a respeito do Filho de Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, como ser humano, foi descendente do rei Davi. E, quanto à sua santidade divina, a sua ressurreição provou, com grande poder, que ele é o Filho de Deus.





Jesus, que provou ser o Filho de Deus por sua ressurreição, ficando claro que era o ungido e que se tornou senhor.





5 Por meio de Cristo, Deus me deu a honra de ser apóstolo no serviço de Cristo para levar pessoas de todas as nações a crerem em Cristo e a serem obedientes a ele.





Foi esse senhor que deu as condições necessárias e suficientes para o Paulo ser missionário; fez isso para honrar o que disse, para que os que não tinham a fé de Abraão, viessem a tê-la e, assim, poder, também, obedecer a Deus.





6 Entre essas pessoas estão vocês que moram em Roma, a quem Deus tem chamado para pertencerem a Jesus Cristo.





Essas pessoas, também, foram chamadas para ser como Paulo: de Jesus Cristo.





7 Por isso eu escrevo a todos vocês que estão em Roma, todos vocês a quem Deus ama e a quem tem chamado para serem o seu próprio povo. Que a graça e a paz de Deus, o nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês!





Ser de Jesus é ser separado para viver como ele viveu, adorando a Deus em tudo o que fez. Paulo saúda-os com a graça e paz: mais do que um desejo é uma constatação. Só se recebe o chamado para viver como Jesus, porque o Pai foi gracioso por causa da paz celebrada por Cristo.





8 Em primeiro lugar, por meio de Jesus Cristo dou graças ao meu Deus por todos vocês, pois no mundo inteiro se ouve falar a respeito da fé que vocês têm.





Os romanos eram como os efésios: igreja, cuja fé dá o que falar, e falar bem. A igreja acreditava em Jesus: em que ele era a porta do futuro e o fim do passado. Graças a Jesus Cristo o Pai pode receber a nossa gratidão.





9 Eu sirvo a Deus com todo o meu coração, anunciando a boa notícia a respeito do seu Filho; Deus é testemunha de que digo a verdade. Ele sabe que eu sempre lembro de vocês 10 e oro por vocês. E peço a Deus que, se for da sua vontade, ele faça com que agora eu possa ir visitá-los. 11 Pois eu quero muito vê-los, a fim de repartir bênçãos espirituais com vocês para fortalecê-los,12 quer dizer, para que nos animemos uns aos outros por meio da fé que vocês e eu temos.





Paulo, que levava a sério o serviço que prestava ao Pai, anunciando a boa notícia do Filho, orava pela igreja em Roma, que é como se deve fazer: pedia por visitá-la, para abençoá-la pela ministração, que é o que se deve desejar, e para o que recebe-se dom, para que a igreja seja fortalecida, que é o que se deve buscar, e para que ele fosse consolado na mutualidade, que é como se deve pensar: não ninguém que não precise receber - e só na comunhão há o que receber - o consolo que permite-nos caminhar.





13 Meus irmãos, quero que saibam que muitas vezes resolvi ir visitá-los, mas fui impedido até agora de fazer isso. Pois eu gostaria que o meu trabalho produzisse resultados entre vocês também, como tem acontecido entre outros não-judeus. 14 Pois é meu dever pregar a todos, tanto aos civilizados como aos não-civilizados, tanto aos instruídos como aos sem instrução.15 É por isso que eu quero anunciar o evangelho também a vocês que moram em Roma.





A igreja em Roma não havia sido implantada por nenhum missionário. Paulo era o missionário designado por Jesus para cuidar do gentios, ele reconhecia o débito. Paulo sabia o que devia fazer e estava pronto para tanto.





16 Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que crêem, primeiro os judeus e também os não-judeus.





Paulo sabia que a boa notícia de que a salvação da humanidade viera pelo Filho, era a única possibilidade que a raça humana tinha de voltar para Deus, independente de sua origem.





17 Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus.





Porque é a medida que se crê no que o Filho fez, é que se percebe que a justiça de Deus foi satisfeita e que a pessoa foi declarada justa, porque, mediante a sua fé, Deus a declarou justa. Portanto, o justo, sabe que não é justo porque se comporta como tal, mas porque crê que, graças ao Filho, não deve mais nada à Justiça.





18 Do céu Deus revela a sua ira contra todos os pecados e todas as maldades das pessoas que, por meio das suas más ações, não deixam que os outros conheçam a verdade a respeito de Deus.19 Deus castiga essas pessoas porque o que se pode conhecer a respeito de Deus está bem claro para elas, pois foi o próprio Deus que lhes mostrou isso. 20 Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma. 21 Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão. 22 Eles dizem que são sábios, mas são tolos. 23 Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos que se parecem com seres humanos, ou com pássaros, ou com animais de quatro patas, ou com animais que se arrastam pelo chão. 24 Por isso Deus entregou os seres humanos aos desejos do coração deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros. 25 Eles trocam a verdade sobre Deus pela mentira e adoram e servem as coisas que Deus criou, em vez de adorarem e servirem o próprio Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém! 26 Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. 27 E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros. 28 E, como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, ele entregou os seres humanos aos seus maus pensamentos, de modo que eles fazem o que não devem. 29 Estão cheios de todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícia. Caluniam 30 e falam mal uns dos outros. Têm ódio de Deus e são atrevidos, orgulhosos e vaidosos. Inventam maneiras de fazer o mal, desobedecem aos pais, 31 são imorais, não cumprem a palavra, não têm amor por ninguém e não têm pena dos outros. 32 Eles sabem que o mandamento de Deus diz que aqueles que fazem essas coisas merecem a morte. Mas mesmo assim continuam a fazê-las e, pior ainda, aprovam os que fazem as mesmas coisas que eles fazem.





Como a criação aponta para a existência de Deus, negá-la ou não reconhece-la, ou apelar para a idolatria ou autolatria, pressupõe má fé. Deus, então, vai abandonando-os à realidade da queda, para que eles reconheçam que não são deuses, nem eles, nem aos que recorrem, mas, em vez de buscarem a Deus, se justificam. Essa indesculpabilidade aponta para existência de alguma revelação geral, que, alcançando a todos, permite-nos o discernimento proposto. Esse quadro exige intercessão, porque a presença desse quadro indica juízo.





Romanos 2





1 Meu amigo, não importa quem você seja, você não tem desculpa quando julga os outros. Pois, quando você os julga, mas faz as mesmas coisas que eles fazem, você está condenando a você mesmo.





E se é possível qualquer tipo de juízo, então, há revelação disponível e suficiente para a prática do bem. Hipocrisia é fazer o contrário do que sabe e cobra.





2 Nós sabemos que Deus é justo quando condena os que fazem essas coisas. 3 Mas você, que faz as mesmas coisas que condena nos outros, será que você pensa que escapará do julgamento de Deus?





Mais uma vez, a indesculpabilidade.





4 Ou será que você despreza a grande bondade, a tolerância e a paciência de Deus? Você sabe muito bem que ele é bom e que quer fazer com que você mude de vida.





Por meio da consciência, Deus está, o tempo todo, apelando ao ser humano, para que permita que Deus mude a sua vida.





5 Mas o seu coração é duro e teimoso. Por isso você está aumentando ainda mais o castigo que vai sofrer no dia em que forem revelados a ira e os julgamentos justos de Deus, 6 pois ele recompensará cada um de acordo com o que fez.7 Deus dará a vida eterna às pessoas que perseveram em fazer o bem e buscam a glória, a honra e a vida imortal. 8 Mas fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas e sobre os que rejeitam o que é justo a fim de seguir o que é mau. 9 Haverá sofrimentos e aflições para todos os que fazem o mal, primeiro para os judeus e também para os não-judeus. 10 Mas Deus dará glória, honra e paz a todos os que fazem o bem, primeiro aos judeus e também aos não-judeus.11 Pois ele trata a todos com igualdade.





O que Deus, o bondoso, quer pode ser resistido pelo homem. Mas todos seremos julgados. Estamos escolhendo o tempo todo, se estamos escolhendo, é porque o podemos: nossa escolha intensifica ou arrefece a ira divina. Em sendo assim, o que chamamos de graça comum é densa.





12 Todos aqueles que pecam sem conhecer a lei de Deus se perderão sem essa lei; mas todos aqueles que pecam conhecendo a lei serão julgados por ela.





Não há acepção de pessoas – os frutos os condenarão. Há outro gabarito, para além da lei escrita – a lei na consciência.





13 Porque as pessoas que Deus aceita não são aquelas que somente ouvem a lei, mas aquelas que fazem o que a lei manda. 14 Os não-judeus não têm a lei. Mas, quando fazem pela sua própria vontade o que a lei manda, eles são a sua própria lei, embora não tenham a lei. 15 Eles mostram, pela sua maneira de agir, que têm a lei escrita no seu coração. A própria consciência deles mostra que isso é verdade, e os seus pensamentos, que às vezes os acusam e às vezes os defendem, também mostram isso.





A obediência é possível. Para além da lei escrita, há a lei semeada no que chamamos de consciência. Consciência é fruto da graça comum, porque permite acesso a lei, ainda que via intuição.





16 E, de acordo com o evangelho que eu anuncio, assim será naquele dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os pensamentos secretos de todas as pessoas.





Como toda a graça só é possível por meio do Cristo. O juízo será a partir do que o Cristo possibilitou a todos. Não há acepção de pessoas.





17 O que dizer de você? Você diz que é judeu, confia na lei e se orgulha do Deus que você adora.18 Você sabe o que Deus quer que você faça e aprende na lei a escolher o que é certo. 19 Você tem a certeza de que é guia dos cegos, luz para os que estão na escuridão, 20 orientador dos que não têm instrução e professor dos jovens. Você está certo de que encontra na lei a apresentação completa do conhecimento e da verdade. 21 Você, que ensina os outros, por que é que não ensina a você mesmo? Se afirma que não se deve roubar, por que é que você mesmo rouba? 22 Se você diz que não se deve cometer adultério, por que é que você mesmo comete adultério? Você odeia os ídolos, mas rouba as coisas dos templos. 23 Você se orgulha de ter a lei de Deus, mas você é uma vergonha para Deus porque desobedece à sua lei. 24 Pois as Escrituras Sagradas dizem: Os não-judeus falam mal de Deus por causa de vocês, os judeus. 25 A circuncisão tem valor se você, que é judeu, obedecer à lei; porém, se não obedecer, é como se você não tivesse sido circuncidado.





Se quem não tem acesso à lei escrita, não tem desculpa, imagine quem tem esse acesso! A circuncisão não salva, a obediência sim! O ritual não substitui, exige a coerência!





26 E, se um homem que não foi circuncidado obedecer aos mandamentos da lei, Deus o tratará como se ele fosse circuncidado. 27 Assim vocês, judeus, serão condenados pelos não-judeus, pois vocês desobedecem à lei apesar de terem essa lei escrita e de serem circuncidados, enquanto que os não-judeus obedecem à lei, embora não sejam circuncidados. 28 Portanto, eu pergunto: quem é judeu de fato e circuncidado de verdade? É claro que não é aquele que é judeu somente por fora e circuncidado só no corpo. 29 Pelo contrário, o verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer. E o louvor que essa pessoa recebe não vem de seres humanos, mas vem de Deus.





Os que obedecem é que são verdadeiramente circuncisos. A obediência prescinde do ritual, porquanto, o cumpre, na prática.
 
 
 
Vi no http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/p/romanos_17.html